Mercado de escritórios dá sinais recuperação

Lisboa e Porto continuam abaixo da performance de 2020, mas já há indicadores de uma possível recuperação do mercado até ao final do ano.

Sónia Santos Pereira
A procura por escritórios tende a aumentar agora que os colaboradores começam a regressar às empresas. © Unsplash

O mercado de escritórios começa a dar sinais de recuperação, embora ainda seja necessário esperar pelos resultados da atividade no total do ano para comprovar essa retoma.

Para já e segundo os números do terceiro trimestre deste ano, o mercado de escritórios registou uma absorção de 25.000 metros quadrados (m2) em Lisboa e de 21.000 m2 no Porto, avança o relatório mensal Office Flashpoint da JLL.

Segundo a consultora, estes dados demonstram "uma forte recuperação da atividade face a igual trimestre do ano passado, com a ocupação em Lisboa a ficar 40% acima desse período e no Porto a mais que duplicar (+115%)".

No Porto, o segmento escritórios apresenta também uma "assinalável evolução" face ao trimestre anterior, +103%, enquanto em Lisboa a comparação trimestral é de relativa estabilidade, -3%, adianta a JLL em comunicado enviado às redações.

"Os resultados trimestrais, que incluem o período do verão, por norma menos dinâmico, são animadores e abrem boas perspetivas para a reta final do ano", considera Mariana Rosa, Head of Leasing Market Advisory da JLL.

Em termos acumulados, Lisboa e Porto continuam abaixo dos resultados do ano passado, embora a tendência seja de recuperação, especialmente forte no Porto, aponta ainda a responsável.

Sinais de retoma

Nos primeiros nove meses deste ano, o mercado de escritórios de Lisboa transacionou 80.650 m2 num total de 93 operações, registando uma quebra de 21% face aos 102.500 m2 transacionados em igual período do ano passado.

A zona do Parque das Nações foi a mais ativa, com 29% da área ocupada, resultado, em grande parte, de operações de pré-arrendamento.

No Porto, o mercado soma quase 34.000 m2 de área tomada num total de 41 operações no acumulado dos nove primeiros meses de 2021, apresentando uma quebra de 11% face ao período homólogo de 2020, quando o take-up ascendeu a 38.000 m2.

A zona do CBD Boavista liderou as preferências das empresas, representando 38% do take-up anual.

Segundo Mariana Rosa, "no final de junho, Lisboa acumulava um decréscimo de 34% face a 2020 e no Porto a queda era de 66%. Três meses depois, a compressão da atividade anual acumulada em Lisboa desagravou para -21% e no Porto para uns impressionantes -11%".

Com base nesta performance, a responsável acredita "que o último trimestre do ano possa colocar a atividade de 2021 acima do ano passado, com o regresso das empresas aos escritórios e o levantamento generalizado das medidas de restrição pandémica".

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