PRR já está a financiar ações de formação no Estado na área digital

Plano de Recuperação e Resiliência vai financiar em 88 milhões de euros vários programas para aumentar as competências digitais dos funcionários públicos.

Dinheiro Vivo
A ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão. © ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Os quatro cursos, com 84 horas de formação, inserem-se nos programas "AP 4.0 - Ferramentas de Produtividade" e "AP 4.0 - Tecnologias Emergentes e Gestão" e são financiados por fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O primeiro, explica o Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública (MMEAP) em nota enviada à comunicação social, tem como objetivo "dotar os trabalhadores de competências digitais para a utilização de ferramentas tecnológicas no desenvolvimento do seu trabalho, como por exemplo processamento de texto, cálculo, utilização de plataformas colaborativas e de ensino e formação à distância". Já o segundo, destina-se a dirigentes e técnicos superiores, "com o objetivo de dotar a estrutura de decisão da Administração Pública de conhecimentos que permitam melhorar os processos de gestão e decisão na adoção de tecnologias emergentes, como cloud, inteligência artificial, data science, código aberto e contratação TIC".

Até a final do ano, avança ainda o ministério liderado por Alexandra Leitão, serão lançados 13 cursos, "em áreas como introdução à inteligência artificial, inovação e grandes dados, cibersegurança, otimização e gestão de dados em excel ou elaboração de dashboards de apoio à decisão."

Em cada formação podem participar 20 trabalhadores e o MMEAP espera que no total sejam abrangidos cerca de 300 funcionários.

Para assistentes operacionais, trabalhadores das carreiras gerais e especiais, tanto da administração central como local, que se encontrem em situação de info exclusão, será lançado o programa Infoexclusão Zero.

Segundo a nota à imprensa, "a componente do PRR destinada à transformação digital da Administração Pública prevê um investimento de cerca de 88 milhões de euros no aumento do nível de qualificações e de competências dos trabalhadores e dirigentes e na criação de condições para adoção de modelos mais ágeis e adaptativos na prestação de trabalho".

O MMEAP adianta também que "está ainda prevista a formação superior e avançada em gestão, ministrada pelo INA em consórcio com Instituições de Ensino Superior", tendo o Instituto Nacional de Administração (INA) celebrada protocolos com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e com o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos para dotar o INA de recursos humanos.

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