BE e PCP falam em avanços mas ainda não há acordo para o Orçamento

Partidos mantiveram reuniões com o Governo, mas ainda há matérias para fechar. Votação na generalidade é dentro de uma semana.

A uma semana da votação na generalidade do Orçamento do Estado para 2021 (OE2021), Governo e partidos de esquerda ainda mantém matérias em aberto, apesar de falarem em "avanços".

No Fórum da TSF desta quarta-feira de manhã, PCP e Bloco de Esquerda apontaram avanços nos encontros da noite anterior, mas ainda não há fumo branco sobre o sentido de voto.

Do lado dos bloquistas, há duas matérias que ficaram em aberto e o Executivo mantém a "intransigência": lei laboral e Novo Banco.

"O Governo assumiu que não tem abertura para nenhuma aproximação no que toca à matéria laboral, quer da proteção de despedimentos, quer nas alterações da lei do trabalho, de forma a dar resposta a esta precarização e desproteção dos trabalhadores", indicou o líder parlamentar do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares, no Fórum da TSF.

O mesmo acontece com o dossier Novo Banco. "Na matéria relativa ao sistema financeiro, em particular relativa ao Novo Banco, o Governo pretende continuar o cumprimento do contrato que nós consideramos absolutamente lesivo para o Estado português."

Mas houve abertura do Governo em dois temas: Serviço Nacional de Saúde (SNS) e apoio social extraoridnário para fazer face à pandemia. "O Governo fez algumas propostas na noite de ontem ", que "ainda estão a ser analisadas" pelo partido.

PCP fala em "caminho para fazer"

Do lado dos comunistas, o líder parlamentar João Oliveira confessou no Fórum que foram feitos alguns avanços, mas ainda insuficientes.

"Ontem tivemos a possibilidade de fazer essa apreciação mais desenvolvida em relação a um conjunto de matérias concretas, mas também em relação a uma apreciação global que fazemos do Orçamento do Estado e de outros problemas que estão para lá do OE e que precisam de ter resposta", indicou o líder parlamentar, acrescentando que "houve avanços", mas "o Governo, em muitas circunstâncias, não tem como negar os argumentos que o PCP apresenta".

Na terça-feira durante a tarde e noite, o Governo recebeu o Bloco de Esquerda, o PCP e o PAN. Para hoje ficou agendado o encontro com o PEV.

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