Brigadas móveis e novo posto fixo dão mais 4 mil testes por dia a Portugal

Lisboa é a região com maior reforço de testes. Novo posto fixo abre na próxima semana. Cruz Vermelha à espera da DGS para iniciar testes rápidos.

Com o aumento do número de casos no país e a chegada do outono, na próxima semana abre um novo posto fixo para testes à covid-19 em Lisboa, mais precisamente no Hospital das Forças Armadas, em Telheiras, ao mesmo tempo que novas brigadas móveis vão andar entre fábricas, lares, escolas e empresas a fazer testes onde é necessário.

A iniciativa que começa a ter efeitos a partir de segunda-feira e “vai permitir fazer mais dois a três mil testes diários só no posto fixo (além da média de 18 mil que já são feitos no país)”, diz-nos Gonçalo Órfão, especialista em imuno-hemoterapia e gestor do Programa Especial de Testes Covid-19 da Cruz Vermelha. Sendo que o posto fixo será gerido diariamente por 50 especialistas.

Reforça-se, para já, a zona de Lisboa e Vale do Tejo - estão a ser estudadas mais brigadas móveis e novos postos fixos pelo país. Já as brigadas móveis lançadas na próxima semana vão poder fazer até 1500 colheitas diárias, num total que deve oscilar entre 3500 e 4500 testes por dia. O protocolo que permite este reforço foi assinado a semana passada entre o Ministério da Saúde, o Instituto de Medicina Molecular, a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), em parceria com a Sociedade Francisco Manuel dos Santos e a Jerónimo Martins.

Desde abril que a Cruz Vermelha já fez mais de 30 mil testes moleculares e tem equipas por todo o país, onde estão envolvidas 150 pessoas. A esperança, agora, é que a Direção Geral de Saúde aprove entretanto os testes rápidos. “Os testes de leitura rápida vão fazer a diferença não só na logística, mas também na rapidez dos resultados e ajudar a quebrar mais facilmente cadeias de transmissão”, explica Gonçalo Órfão.

A Cruz Vermelha criou, entretanto, uma linha só para os testes à covid, a 1415. “É uma linha para criar proximidade, agendar testes, saber resultados ou esclarecer dúvidas. Temos tido chamadas de muitas empresas, escolas, lares e clubes desportivos, mas também particulares”, avança o responsável do projeto de testes da CVP. Essa mesma linha que já só é lançada oficialmente na próxima semana, mas já está ativa, será importante quando ficarem disponíveis os chamados testes rápidos - sejam eles moleculares ou antigénio (onde é analisada uma proteína existente no vírus).

Certo é que a CVP está a preparar-se para ter 500 mil dos testes de leitura rápida (com resultados em 15 minutos) - da Abbot e Roche -, graças a um financiamento de um programa especial de testes covid -19 assegurado pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. “Estamos a juntar 7 milhões de euros de financiamento para estes testes e logística, fica a faltar só a aprovação da DGS para tornar estes testes oficiais”, diz-nos Gonçalo Órfão.

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