Construção. Sindicatos exigem aumentos salariais para setor que não parou

As organizações sindicais reclamam a testagem de todos os profissionais em obra e a integração do setor no plano de vacinação.

A Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção Civil, Cerâmica e Vidro (FEVICCOM) e o Sindicato dos Trabalhadores de Arqueologia (STARQ) exigiram esta terça-feira o "aumento geral dos salários e dos subsídios" dos trabalhadores da construção civil, assim como o desbloqueio da negociação da contratação coletiva e a atualização da tabela salarial.

Nas suas contas, a grande maioria das empresas da construção civil e obras públicas (cerca de 91%) mantiveram-se sempre a operar desde o início da pandemia no país, em março de 2020, e o crescimento médio do setor rondou os 2,5%. No entanto, dizem as organizações sindicais, "os salários e as condições de trabalho não evoluíram."

Em comunicado a FEVICCOM e a STARQ reivindicaram também que sejam realizados testes à covid-19 a todos os profissionais da construção civil que operam nos estaleiros, assim como reclamaram a integração destes profissionais no plano de vacinação, considerando que o setor da construção civil é estratégico e esteve sempre ativo desde o início da pandemia.

"As sucessivas promessas de assegurar a proteção dos trabalhadores nos locais de trabalho face à covid-19 não se concretizaram com a extensão necessária", disseram as duas organizações sindicais E alertaram que "faltam medidas que concretizem o rastreio, a realização de testes e a suspensão de obras que não garantam condições de higiene e segurança".

A FEVICCOM e a STARQ denunciaram ainda que há trabalhadores que "recebem indicações, em jeito de ameaça, por parte das entidades patronais para não comunicar ao SNS 24 casos suspeitos de infeção pela covid-19 ou contactos, em contexto laboral, com casos confirmados da doença".

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