Défice público chega a 6,1 mil milhões em agosto, mas suaviza face a julho

Subida do défice é fortíssima, mas menos dramática do que a explosão de 1800% medida há um mês, quando atingiu os 8332 milhões de euros.

O défice público acumulado entre janeiro e agosto chegou aos 6147 milhões de euros, mais 6552 milhões do que no mesmo período do ano passado, revelou o gabinete do ministro das Finanças, João Leão, citando dados da nova execução orçamental.

A subida do défice é fortíssima, mas menos dramática do que a explosão de 1800% medida há um mês, quando o défice dos primeiros sete meses deste ano atingiu os 8332 milhões de euros.

Recorde-se que esta execução orçamental já abrange mais um mês de desconfinamento do País (agosto), o que ajuda a que a situação orçamental não seja tão negativa.

De acordo com uma nota enviada aos jornais, o défice engordou devido ao "efeito conjunto de contração da receita (-6,6%) e de crescimento da despesa (4,9%)".

Como sempre, as Finanças apontam para "os efeitos da pandemia da covid-19 na economia e nos serviços públicos", bem como "o impacto da adoção de medidas de política de mitigação", que estão a fazer subir muito a despesa e a fazer descer a receita (ainda que de forma temporária, são adiamentos de cobrança).

Pandemia custa 2478 milhões de euros em apoios, lay-off já vale 822 milhões até agosto

O ministério destaca "a redução da receita fiscal e contributiva em resultado da diminuição da atividade económica, decorrente do período mais intenso de recolhimento e de utilização do lay-off".

No cômputo geral, o gabinete do ministro estima que "as medidas extraordinárias de política de apoio às famílias e empresas justificam uma degradação adicional do saldo de, pelo menos, 2478 milhões de euros".

"Por via da quebra de receita (-581 milhões de euros), refletindo os impactos da prorrogação das retenções na fonte (IRC e IRS) e do pagamento do IVA, bem como da suspensão de execuções da receita e das medidas de isenção ou redução da taxa contributiva."

Já a despesa em medidas extra subiu cerca de 1897 milhões de euros, principalmente associado às medidas de lay-off (822 milhões de euros), à aquisição de equipamentos na saúde (374 milhões de euros), a outros apoios suportados pela Segurança Social (377 milhões de euros) e ao incentivo extraordinário à normalização, o apoio extra para quem esteve em lay-off (91 milhões de euros).

(atualizado 17h20)

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