"É contra as suas próprias propostas que também vai votar", diz PS para o Bloco

Debate no Parlamento aquece. Líder da bancada parlamentar do Partido Socialista voltou ao ataque ao Bloco de Esquerda, apontando as várias propostas que foram incluídas no Orçamento do Estado para 2021 com origem na bancada bloquista.

Ana Catarina Mendes insistiu esta tarde no Parlamento no que chama de "incompreensão" de ver o antigo parceiro da geringonça a votar contra este Orçamento do Estado.

"Hoje é hora de ninguém faltar à chamada", declarou a líder parlamentar do Partido Socialista na intervenção de encerramento do debate na generalidade, acrescentando que "os portugueses espera do PS e dos parlamentares de esquerda soluções".

"Porque havia de ser diferente este ano?" questiona Ana Catarina Mendes lembrando os "caminhos de convergência dos últimos cinco anos".

"O BE desertou do campo de batalha e coloca-se ao lado da direita", insiste a líder parlamentar socialista. "Vota contra um novo apoio extraordinário, vota contra o combate à precariedade, vota contra o aumento do subsídio de desemprego. Vota contra as suas próprias propostas", apontou.

"Não quer partilhar o risco? Digam o que disserem mas escolher este momento e ir para os braços da direita é uma irresponsabilidade", afirmou, dirigindo-se à bancada do BE.

PSD vota contra orçamento que "apenas olha para o presente"

Já o líder do PSD, Rui Rio, acusou o Governo de "apostar apenas no presente e de "perpetuar a situação de pobreza e de baixos salários em Portugal". No discurso de encerramento do debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2021 (OE2021), Rio afirmou que vota contra "com a tranquilidade de quem foi informado que o seu projeto tem de ser à esquerda e que, por isso, qualquer outro sentido de voto do PSD não teria qualquer efeito em matéria de estabilidade económica ou de prevenção de uma inoportuna crise política".

O líder do PSD afirmou que a austeridade já está instalada em Portugal. "Para ele , importante é tentar convencer os portugueses que não há austeridade", afirmou Rui Rio, apontando o desemprego, a exclusão no acesso às consultas médicas, a estagnação de setores da economia, a incapacidade de empresas em pagarem salários.

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