E-fatura regista quebras na faturação de 14,3% na pandemia

Mais de 70% da redução verificada em Portugal de março a dezembro de 2020 deveu-se à quebra de faturação nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

Portugal registou uma quebra homóloga de 14,3% na faturação entre março e dezembro do ano passado, período marcado pela pandemia do novo coronavírus, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE) com base na informação da Autoridade Tributária obtida através do sistema E-fatura.

Segundo o relatório, mais de 70% da redução verificada em Portugal de março a dezembro de 2020 deveu-se à quebra de faturação nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

A diminuição no valor da faturação foi mais acentuada de março a julho, altura que abrange o primeiro confinamento e quando se registou uma descida de 18,9%. Já entre agosto a dezembro, a quebra atingiu os 9,8%.

O INE adianta que o Algarve (-27,4%), a Região Autónoma da Madeira (-21,6%) e a Área Metropolitana de Lisboa (-18,2%) foram as regiões do país a apresentar quebras superiores à média nacional.

Alojamento com quebra de 66,5%

No período em análise, a faturação dos negócios de alojamento e das atividades artísticas, de espetáculos, desportivas e recreativas representou menos de metade do valor registado no período homólogo de 2019.

As atividades de alojamento apresentaram uma quebra de 66,5% e as artísticas, de espetáculos, desportivas e recreativas uma diminuição de 50,6.

Os negócios da restauração e similares totalizaram uma queda de 42,5% no valor da faturação.

Segundo o relatório do INE e considerando 36 ramos da atividade económica, apenas cinco áreas registaram acréscimos de faturação entre março e dezembro de 2020 face ao período homólogo.

A fabricação de produtos farmacêuticos de base e de preparação farmacêuticas cresceu 18,1%, a investigação científica e desenvolvimento aumentou 10,5%, a consultoria e atividades relacionadas de programação informática e dos serviços de informação contabilizou mais 7,7%, as telecomunicações mais 3,9% e a construção mais 2,9%

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