Este ano venderam-se quase 200 mil casas

2021 ainda não terminou, mas as redes imobiliárias já conseguem antever um ano histórico quer no número de transações quer no volume de vendas.

Este deverá ser o ano em que se venderam mais casas em Portugal. As estimativas apontam para valores acima das 190 mil, eventualmente até chegar às 200 mil habitações, revela Beatriz Rubio, CEO da RE/MAX Portugal. O mercado irá ultrapassar assim os números de 2019, quando se contabilizou a venda de 181 478 casas e estava bem longe de todos a possibilidade de uma pandemia abalar o mundo. Em 2020, e apesar da crise sanitária, foram alienadas 171 800, num volume total de transações de 26,2 mil milhões de euros. Até setembro (últimos dados oficiais), foram vendidos mais de 153 mil fogos, num total de 24,8 mil milhões.

Francisco Bacelar, presidente da Associação dos Mediadores do Imobiliário de Portugal, adianta que "todos os parciais consultados fazem prever crescimentos médios da ordem dos 25% a 35%, em relação a 2020, seja no número de casas vendidas, seja no valor global de transações". Eduardo Garcia e Costa, regional owner da Keller Williams (KW) em Portugal, perspetiva que o mercado irá crescer em média 30%. Já Ricardo Sousa, CEO da Century 21, adianta que o volume de vendas deverá ser influenciado em alta pelo "aumento do valor médio das transações".

Para o CEO da Century 21, há quatro fatores que contribuíram para este dinamismo do setor em 2021, e que continuarão a influenciar o mercado em 2022: a escassez de oferta em alguns segmentos imobiliários, nomeadamente, nos médio e médio baixo; a acumulação de poupança forçada dos portugueses, que impulsionou muitas famílias a iniciarem o processo de aquisição de habitação própria ou de mudança de casa; as alterações das preferências dos consumidores despertadas pela pandemia, bem como novas necessidades de habitação; por fim, a expectativa de continuidade de uma política económica expansiva que proporciona taxas de juro baixas, a continuação dos níveis de fluxo de crédito para a compra de casa, e uma maior atratividade do investimento no setor imobiliário, versus outras alternativas de investimento. Paulo Caiado, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, acrescenta o acelerar da digitalização na mediação imobiliária, que ajudou na concretização dos negócios na crise pandémica.

Neste contexto, as principais redes imobiliárias a operar no país registaram bons índices de atividade. A ERA perspetiva terminar 2021 com mais de 10 500 imóveis vendidos, mais 21% face a 2020, sob o impulso da boa performance dos mercados do Porto, Lisboa e Setúbal, revela Rui Torgal, CEO da rede. Já a KW estima fechar o exercício com um crescimento de 60% no volume de vendas, o dobro do que deverá registar o mercado, nas contas de Eduardo Garcia e Costa. Na RE/MAX, o balanço não podia ser melhor. Segundo Beatriz Rubio, "ainda 2021 não terminou, e a rede superou já todos os recordes e vivencia já o seu melhor ano de sempre". A imobiliária deverá apresentar uma subida de 29% no número de transações no segmento residencial face a 2020 e de 19% face a 2019, considerando a vertente de compra/venda e de arrendamento. A Grande Lisboa, com destaque para a capital, foi a grande impulsionadora dos negócios desta rede.

Não podendo contabilizar dezembro, habitualmente o mês mais forte do ano, a Zome já soma um volume de negócios de 688 milhões de euros, um aumento homólogo de 49,7%. Segundo a CEO, até novembro, foram mediadas cerca de 5300 transações, que resultaram numa faturação de 22,5 milhões de euros, mais 52% que no mesmo período de 2020. "Em setembro, a Zome já tinha superado toda a faturação de 2020", sublinha. Por sua vez, a Century 21 prevê superar os 2600 milhões de euros de volume de negócio imobiliário, acima de 30% face a 2020.

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