Exportações de pequenos frutos sobem 2,1% até agosto para quase 179 milhões de euros

As exportações de pequenos frutos cresceram 2,1% em valor de janeiro a agosto para 178,7 milhões de euros e 0,6% em quantidade atingindo as 29,7 mil toneladas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.

Segundo a associação de produtores Lusomorango, a nível nacional, o destaque foi para a framboesa com vendas de 127,5 milhões de euros, nos primeiros oito meses do ano, embora 1,9% abaixo do registado no período homólogo.

Por sua vez, as exportações de mirtilos avançaram 39,5% em valor (28,9 milhões de euros), no período de referência, enquanto as de amoras rondaram os 11,3 milhões de euros, o equivalente a um crescimento de 10,2%.

"Apesar das grandes dificuldades que sentimos e que continuamos a sentir ao longo deste período marcado pelo contexto de pandemia, e que incluem, entre outras, o aumento de custos de produção e de logística, a Lusomorango e os seus produtores conseguiram dar uma resposta competitiva à procura dos mercados externos", apontou, em comunicado, o presidente do Conselho de Administração daquela organização de produtores.

Conforme explicou Luís Pinheiro, isto deve-se não só à "qualidade e segurança alimentar dos pequenos frutos portugueses", como ao facto de os pequenos produtores conseguirem "agilizar processos" para responder à procura.

Em abril, durante o período de confinamento devido à pandemia, entrou em vigor uma portaria que estendeu ao setor dos pequenos frutos o mecanismo de retirada de produtos do mercado, mitigando as dificuldades de escoamento da produção e a quebra de vendas e preços.

"Este instrumento europeu foi de extrema importância para assegurar a sobrevivência do setor dos pequenos frutos. Sendo certo que a compensação financeira aos produtores não cobriu os custos de produção, permitiu manter o emprego e a capacidade produtiva", considerou o mesmo responsável.

Porém, o presidente do Conselho de Administração da Lusomorango ressalvou que "o pior pode ainda não ter passado" e, por isso, o setor "tem de estar atento" e pronto para a possibilidade de "um novo revés nas exportações".

A Lusomorango é a única empresa nacional do setor primário a marcar presença na Fruit Attraction Madrid, feira internacional de frescos, que este ano, devido à pandemia, decorre em formato digital.

"Mesmo não contemplando a presença física, acreditamos que a presença digital neste evento, numa altura em que os consumidores procuram cada vez mais produtos hortofrutícolas, em fresco, nutritivos, vitamínicos e saudáveis - principais características dos pequenos frutos - é fundamental para assegurar a normalidade da atividade e, sobretudo, mostrar que esta fileira enfrentou as dificuldades de cabeça erguida e que, com muito esforço e dedicação dos seus produtores e força de trabalho, conseguiu superar as dificuldades impostas pela covid-19", notou Luís Pinheiro.

No comunicado, este responsável alertou também para a necessidade de rever os apoios à promoção internacional, defendendo verbas específicas para a participação em feiras e certames.

A Lusomorango tem 42 associados e exporta 95% da sua produção, tendo registado, em 2019, um volume de negócios superior a 65 milhões de euros.

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