INE confirma crescimento económico de 15,5% no segundo trimestre

Crescimento foi impulsionado pela procura interna, já que "o contributo da procura externa foi nulo", diz o Instituto Nacional de Estatística.

O Produto Interno Bruto aumentou (PIB) 15,5% entre abril e junho deste ano em comparação com os mesmos meses do ano passado, e cresceu 4,9% em relação aos três meses anteriores, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta terça-feira. "Esta evolução é influenciada por um efeito de base, uma vez que as restrições sobre a atividade económica em consequência da pandemia se fizeram sentir de forma mais intensa nos primeiros dois meses do segundo trimestre de 2020, conduzindo então a uma contração sem precedente da atividade económica", explica o INE. O gabinete de estatística confirma assim os números que tinha avançado na estimativa rápida, há um mês.

"O contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB foi positivo, enquanto o contributo da procura externa foi nulo", lê-se na nota da instituição. A contribuição da procura interna passou para terreno positivo, o que não acontecia desde o segundo trimestre de 2020, com um aumento de 15,4 pontos percentuais (p.p.).

O consumo das famílias cresceu 17,5% em comparação com mesmo período do ano passado, uma evolução positiva face aos -6,6% no primeiro trimestre deste ano e aos -14,4% no segundo trimestre de 2020.

O consumo público caiu 3,9%, o que reflete, segundo o INE, "o impacto negativo na produção não mercantil em volume das medidas de confinamento, que implicaram o encerramento de vários serviços públicos". Já o Investimento passou de um crescimento de 3,9% no primeiro trimestre, para 10,5% no segundo (no segundo trimestre de 2020 tinha registado uma quebra de 10%).

As exportações, que tinham registado uma queda homóloga de 9,6% no primeiro trimestre, aumentaram 39,4% no segundo (variação de -39,2% no 2º trimestre de 2020). As​​ Importações de Bens e Serviços passaram de uma taxa de - 4,3% para 34,3% (-29,1% no 2º trimestre de 2020). Ou seja, estes valores comparam com as fortes quebras registadas entre abril e junho do ano passado por causa do primeiro confinamento para controlar a pandemia de covid-19.

Em comparação com os primeiros três meses do ano, a economia cresceu 4,9%, "mais que compensando a variação em cadeia negativa (-3,2%) observada nesse trimestre". E, novamente, observa o gabinete de estatística, "esta evolução reflete os impactos económicos da pandemia, tendo-se verificado, no início do ano, um confinamento geral, seguindo-se um plano de reabertura gradual a partir de meados de março ".

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