INE: Taxa de desemprego ficou nos 6,4% em setembro

O gabinete de estatística estima que em setembro a população ativa tenha diminuído, em relação ao mês anterior, em 8,8 mil pessoas e que a população inativa tenha aumentado 9,6 mil pessoas.

A taxa de desemprego em Portugal subiu ligeiramente em setembro, para os 6,4%, de acordo com os dados divulgados esta terça-feira, 2 de novembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A taxa de desemprego nos 6,4% reflete assim um aumento de 0,1 pontos percentuais face ao mês anterior - em agosto a taxa de desemprego estava nos 6,3%-, menos 0,4 pontos percentuais do que três meses antes e menos 1,6 pontos percentuais do que um ano antes, quando a taxa de desemprego estava nos 8%.

"Em setembro de 2021, estima-se que a população ativa tenha diminuído, em relação ao mês anterior, em 8,8 mil pessoas (0,2%) e que a população inativa tenha aumentado 9,6 mil (0,4%). O decréscimo da população ativa resultou da diminuição da população empregada em 15,1 mil (0,3%) ter superado o aumento da população desempregada em 6,2 mil (1,9%), enquanto o acréscimo da população inativa foi explicado, principalmente, pelo aumento do número de inativos que não estão disponíveis para trabalhar e que não procuram emprego em 13,0 mil (0,6%)", pode ler-se no documento do INE.

O gabinete de estatística explica ainda que a diminuição na população ativa em setembro, face aos três meses anteriores, e que foi de 0,1% ou 6,6 mil pessoas, "resultou [do facto] da diminuição da população desempregada (21,3 mil; 6,0%) ter sido superior ao aumento da população empregada (14,6 mil pessoas ou 0,3%)".

Além disso, em setembro de 2021, o aumento da população ativa - que foi de 97,1 mil pessoas ou 1,9% - em relação ao mesmo mês do ano passado foi acompanhado por um acréscimo da população empregada - de 170,9 mil pessoas ou 3,7% - "que mais do que compensou a diminuição da população desempregada -73,9 mil pessoas ou 18,2%".

"A população inativa diminuiu em 79,9 mil pessoas (3,1%), impulsionada pela diminuição do número de inativos disponíveis para trabalhar, mas que não procuram emprego (63,5 mil; 30,2%). Estes resultados determinaram as seguintes variações na taxa de desemprego - que se situou em 6,4%: aumento de 0,1 pontos percentuais em relação a agosto e diminuição de 0,4 pontos percentuais relativamente a maio e de 1,6 pontos percentuais em relação a setembro de 2020", frisa o INE.

Agosto

Em agosto, e segundo os dados do INE, a população ativa diminuiu 0,2% ou 8,6 mil pessoas face a julho deste ano. A população inativa aumentou 0,3% - ou 7,8 mil pessoas. "A diminuição da população ativa resultou do acréscimo da população empregada (6,2 mil; 0,1%) ter sido inferior ao decréscimo da população desempregada (14,7 mil; 4,3%), enquanto o acréscimo da população inativa foi explicado, principalmente, pelo aumento do número de outros inativos, os que não estão disponíveis para trabalhar, nem procuram emprego (21,0 mil; 0,9%)", explica o gabinete português de estatística.

O crescimento da população ativa face aos três meses antes - e que foi de 19,4 mil pessoas ou 0,4% - reflete uma subida da população empregada (55,9 mil pessoas ou 1,2%) "ter superado a diminuição da população desempregada (36,5 mil; 10,1%), enquanto a diminuição de 18,5 mil (0,7%) pessoas na população inativa se ficou a dever, maioritariamente, à diminuição do número de inativos disponíveis para trabalhar, mas que não procuram emprego (12,6 mil; 8,1%)".

Quando comparado com agosto de 2020, o crescimento da população ativa - 123,6 mil pessoas ou 2,5% - em relação foi acompanhado por um acréscimo da população empregada - de 210,7 mil pessoas ou 4,6% - "que compensou a diminuição da população desempregada (87,1 mil; 21,1%). A população inativa diminuiu em 106,7 mil pessoas (4,1%), impulsionada pela diminuição do número de inativos disponíveis para trabalhar, mas que não procuram emprego (69,7 mil pessoas ou 32,6%)".

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