Investimento na transição climática com 687 milhões de euros

Só para a mobilidade sustentável vão 94 milhões e 68 milhões para o hidrogénio verde.

O Governo propõe-se apoiar a transição climática com investimentos de 687 milhões de euros em 2022, indica a proposta de Orçamento do Estado entregue no Parlamento.

Lembra o Executivo, no relatório do Orçamento que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) envolve um investimento total de 6.340 milhões de euros, até 2026, dedicados a objetivos climáticos, sendo que 38% do investimento global é especificamente direcionado à transição climática. Em 2022, os gastos serão de 687 milhões.

Para a aposta na mobilidade sustentável o Governo tem 94 milhões de euros que visam melhorar os sistemas de transporte coletivo através da concretização de projetos de expansão das redes de transporte pesado de passageiros em meio urbano e da modernização das frotas de transporte coletivo rodoviário. Investimentos esses que têm como "principal objetivo contribuir para a melhoria global dos sistemas de transporte coletivo, melhorar os níveis de acessibilidade e de conforto destes sistemas, promovendo assim uma maior utilização do transporte público, com a consequente redução da dependência do transporte individual, a descarbonização do setor dos transportes, e contribuir para a recuperação dos efeitos económicos e sociais resultantes da crise pandémica, em particular ao nível do emprego", explica o Governo.

Já para o fomento da produção de hidrogénio verde e de outros gases renováveis são 68 milhões de euros, "com grande foco na produção de gases de origem renovável, incluindo a eletricidade renovável na Região Autónoma da Madeira e a transição energética na Região Autónoma dos Açores". Investimentos que permitem, em simultâneo, a "promoção do crescimento económico e do emprego e a redução da dependência energética nacional".

Para o aumento da eficiência energética em edifícios há 123 milhões de euros que pretendem, também, fomentar o uso de equipamentos mais eficientes. "Neste âmbito, importa referir o contributo de outros investimentos previstos no PRR, no âmbito da saúde, habitação, respostas sociais, e qualificações e competências, através das quais se prevê o apoio à renovação de edifícios e infraestruturas, seguindo critérios exigentes de eficiência energética ou o apoio à vertente de construção de novos edifícios, com uma procura de energia primária inferior (em pleno menos 20%) ao requisito NZEB (edifícios com necessidades quase nulas de energia)", pode ler-se no relatório do OE.

Na promoção da bioeconomia sustentável o investimento previsto é de 34 milhões e visa apoiar o desenvolvimento de uma "bioindústria nacional através da produção de novos produtos de alto valor acrescentado, a partir de recursos biológicos em três setores estratégicos para a economia portuguesa: têxtil e vestuário, calçado e resina natural". Diz o Governo que assim será possível "apoiar a modernização e a consolidação da indústria por meio da criação de novas cadeias de valor e de processos industriais mais ecológicos e circulares".

Para fomentar a descarbonização da indústria haverá 182 milhões de euros, o que permitirá promover a competitividade da indústria, bem como a redução do consumo de energia e recursos, além da promoção de fontes endógenas e renováveis de energia. Medidas que permitirão concretizar as metas do Plano Nacional de Economia e Clima 2030, acelerando a transição para uma economia neutra em carbono.

A proteção do meio marinho e da economia azul, a implementação de processos de gestão hídrica e a preservação das florestas e combate aos incêndios rurais são outras das áreas a apoiar, num total de 186 milhões de euros.

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