ISEG vê PIB a crescer entre 2,5% e 4,5% em 2021. Início do ano em queda, mas menos violenta

Tudo vai depender da evolução da pandemia e da rapidez com que as vacinas chegam à população. Primeiro trimestre vai ser de queda, mas mais moderada do que no primeiro confinamento geral.

A economia nacional deverá crescer este ano entre 2,5% e 4,5% face a 2020, mas o primeiro trimestre ainda vai ser de queda da atividade, tanto em relação ao final do ano passado, como em termos homólogos, indica a síntese de conjuntura de janeiro elaborada pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).

"Admite-se, como mais provável que, em termos anuais, o crescimento em 2021 se venha a situar num intervalo de 2,5% a 4,5%", lê-se na nota divulgada esta quinta-feira, 04 de fevereiro.

Mas tudo vai depender de como corre o controlo da pandemia. "O limite inferior resulta de maiores dificuldades na frente sanitária e o limite superior pressupõe uma evolução mais favorável do controlo da pandemia", indica o grupo de análise económica do ISEG.

A escola de economia e gestão admite que "a resposta da economia será, inicialmente, relativamente rápida e robusta, mas o ritmo de crescimento será muito provavelmente marcado pelo maior ou menor controle da evolução da pandemia."

A previsão revelada esta quinta-feira contraria a avançada no mês de janeiro pela Universidade Católica que aponta para uma contração da economia de 2%.

Queda mais suave

O cenário é mais negro para o arranque deste ano, tendo em conta as medidas de confinamento geral em vigor desde meados do mês de janeiro, mesmo assim, será menos violenta do que o confinamento da primavera do ano passado.

"Entrados no primeiro trimestre de 2021, passámos a ter a partir de meados do mês de janeiro, com o agravar da intensidade da crise pandémica, um confinamento mais geral e a obrigatoriedade de encerramento de certas atividades que tenderão a gerar um impacto mais negativo em termos económicos. Mas o esperado impacto económico negativo destas medidas deverá ficar longe do registado no 2º trimestre de 2020", apontam os economistas do ISEG.

Mas há uma explicação para este comportamento mais benigno da atividade. "Já existe agora experiência e conhecimento, nas empresas que podem continuar a laborar, para lidar com estas situações de forma mais eficiente e evitar as paragens e disrupções da cadeia produtiva que ocorreram no primeiro confinamento", detalha a nota.

"Assim, admitindo-se como mais provável um decréscimo em cadeia e homólogo do PIB no 1º trimestre ele deverá ser relativamente mais moderado", conclui o grupo de análise económica.

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