Leão: "Subsídios de férias e Natal dão-nos margem para aumentar salários da função pública"

Ministro das Finanças reitera aumentos aos funcionários públicos, em entrevista. Quanto ao impacto da quinta vaga da pandemia nas empresas diz haver "apoios preparados em função das medidas que forem tomadas".

O ministro das Finanças, João Leão, acredita que o Governo tem margem para fazer aumentos na Função Público, mesmo em duodécimos, por causa do subsídio de Natal e de férias, de acordo com uma entrevista do governante ao "Público" e à Rádio Renascença. Leão rejeita também a ideia que as restrições que venham a ser determinadas pelo Governo para mitigar a já denominada quinta vaga da Covid-19 afetem a atividade das empresas. Ainda assim, o Executivo tem apoios preparados "em função das medidas que forem tomadas".

"Subsídios de férias e Natal dão-nos a margem para aumentar salários da função pública", assegura, explicando o seguinte: "No que toca a despesas com pessoal, aplicamos 1/12 em cada mês, sabendo que, devido aos subsídios de férias e de Natal, aplica-se menos do que 1/12, que nos dá aqui a margem necessária para fazer a atualização regular dos salários (0,9%) em função do valor da inflação".

Quanto à quinta vaga da pandemia, o ministro das Finanças diz: "Neste momento, temos apoios preparados em função das medidas que forem tomadas. Não antecipamos a necessidade dessas medidas, mas se a pandemia começar a afetar a atividade das empresas e a receita, as medidas estão em vigor".

Na mesma entrevista, João Leão admite que o Governo alargue o programa IVAucher a mais setores e garante que será possível injetar 990 milhões na TAP. Quanto às eleições, considera difíceis entendimentos com o PSD.

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