Mais 10 mortos e 770 infetados por covid-19 em Portugal. Números sobem

Morreram mais dez pessoas e foram confirmados mais 770 casos de covid-19 em Portugal, nas últimas 24 horas, de acordo com boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta quinta-feira (17 de setembro).

No total, desde que a pandemia começou, registaram-se 66 396 infetados, 44 794 recuperados (mais 266) e 1 888 vítimas mortais no país.

A região de Lisboa e Vale do Tejo teve 373 das novas infeções (48,4% do total diário) e foi a que mais subiu nas últimas 24 horas. Seguem-se o Norte (mais 255 casos), o Centro (mais 97), o Algarve (mais 27), o Alentejo (mais 14), a Madeira (mais três) e os Açores (mais um). Registam-se nesta altura 19 714 doentes portugueses ativos a ser acompanhados pelas autoridades de saúde, mais 494 do que ontem.

Nesta quinta-feira, estão internados 480 doentes, ou seja, menos dois do que no dia anterior. Nos cuidados intensivos há agora 59 pessoas - menos duas do que na véspera. O boletim da DGS de hoje indica ainda que as autoridades de saúde estão a vigiar 37 804 contactos de pessoas infetadas (mais 517 do que ontem).

O país tem atualmente 209 surtos ativos, informou a ministra da Saúde, em conferência de imprensa, esta quarta-feira. O Norte é a região com o maior número de cadeias de transmissão: 146. Depois, Lisboa e Vale do Tejo (96), Centro (20), Algarve (17) e Alentejo (11).

O mapa epidemiológico

(em atualização)

OMS alerta para transmissão alarmante na Europa

A Organização Mundial de Saúde considerou que as taxas de transmissão da covid-19 na Europa são alarmantes, assinalando que o mês de setembro tem que ser um alerta.

"Temos perante nós uma situação muito grave, com mais casos semanais do que se verificava no primeiro pico da pandemia na Europa, em março passado. Na semana passada, o total de casos superou os 300 mil", afirmou o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, em conferência de imprensa virtual.

O responsável reconheceu que o número de novos casos reflete o número de testes realizados, mas considerou que revela "ritmos de contágio alarmantes".

Hans Kluge admitiu que existe entre as populações uma "fadiga natural" com a persistência de uma crise sanitária como a da covid-19 e que é preciso compreendê-la e saber em que situações é que coloca as pessoas em risco.

No entanto, a OMS ainda não recomenda medidas como as adotadas em França, como a redução do tempo de quarentena de 14 para sete dias, porque "mesmo uma ligeira redução na duração da quarentena" pode ter efeito na propagação da doença.

"O período de 14 dias é uma estimativa conservadora do período infeccioso" e, apesar de contemplar alguma incerteza, cobre "três a cinco dias antes e cinco dias depois do aparecimento dos sintomas".

Kluge encorajou os países europeus a tomarem "decisões baseadas na ciência" e a "explorarem opções de redução seguras".

"O conceito de quarentena tem que ser protegido, adaptado continuamente e bem comunicado, sem qualquer ambiguidade", defendeu.

O diretor regional da OMS pediu "coerência regional" aos países europeus, apontando que "a resposta à crise foi eficaz quando as ações foram rápidas e decididas", mas que "o vírus foi impiedoso quando se meteu a politização e a desinformação".

Com 4.893.614 casos e 226.524 mortes na região europeia, o impacto da pandemia manifesta-se também "de forma monumental na saúde mental, nas economias e nas sociedades".

Considerou que o confinamento adotado nos países europeus na primavera teve resultados, conseguindo-se em junho a maior redução no número de novos casos.

"Os números de setembro, no entanto, devem servir como um alerta para todos", salientou.

Mais de metade dos países da região da Europa "tiveram aumentos de novos casos diários superiores a 10 por cento nas últimas duas semanas" e sete nações viram o número de novos casos duplicar nesse período.

Os sintomas do novo coronavírus:

Coronavírus - sintomas

LEIA AQUI TODA A COBERTURA SOBRE O NOVO CORONAVÍRUS

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de