Ministro da Cultura defende "bom senso e equilíbrio" em relação a touradas

Pedro Adão e Silva disse ainda que o Governo não tenciona descer o IVA de 23% aplicado às touradas, mas também não deve intervir nesta prática.

O ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, afirmou esta quarta-feira que o Governo vai manter a política fiscal sobre a tauromaquia e falou em "bom senso, sensatez e equilíbrio" em relação a esta prática.

"Tenho uma posição aberta, tolerante e plural [em relação às touradas], mas que não se reflete nas opções de política fiscal", disse Pedro Adão e Silva hoje no parlamento, numa audição a propósito do Orçamento do Estado para 2022, nas comissões de Cultura e de Orçamento e Finanças.

Em resposta às intervenções do Chega e do PAN, dois partidos com posições totalmente opostas em relação à tauromaquia, Pedro Adão e Silva disse que o Governo não tenciona descer o IVA de 23% aplicado às touradas, mas também não deve intervir nesta prática.

"Estou muito alinhado com os portugueses no bom senso, na sensatez e no equilíbrio. [...] Não contem comigo para censurar as práticas culturais e os gostos dos outros e fazer juízos definitivos", disse Pedro Adão e Silva.

O ministro afirmou que não é aficionado de corridas de touros, mas disse que se deve "respeitar a forma como os outros olham para a Cultura".

O ministro sublinhou, assim, uma posição que classificou de "tolerância" face à tauromaquia, em contraste com a sua antecessora, Graça Fonseca, que chegou a dizer que eram "uma questão de civilização".

Para Pedro Adão e Silva, há espaço para a representação das posições políticas do PAN e do Chega "e no meio há os portugueses", que não vão a corridas de touros, mas não querem impedir os outros de irem.

"Não nos passa pela cabeça impedir os portugueses. O Estado não apoia as corridas de touros de nenhuma forma, e não é uma matéria em que o Estado se deve intrometer", sublinhou.

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