"Não será o setor privado a puxar pela retoma", avisa Siza Vieira

O ministro da Economia justificou nesta quarta-feira a opção do Governo de não baixar os impostos sobre as empresas, optando por soluções de apoio direto ao setor privado.

"Nos próximos tempos, perante a incerteza da situação sanitária, não será o setor privado a puxar pela retoma", afirmou Pedro Siza Vieira, acrescentando que "perante uma economia que cai, as empresas, se entregues a si próprias, cortariam custos - a começar pelos custos do trabalho, despedindo ou reduzindo salários - e adiariam decisões de investimento", frisou o governante.

Já quanto à descida do IRC para as empresas, o ministro afirmou que essa solução seria "não só inútil, seria mesmo uma ironia cruel", frisou. "Este é um orçamento contracíclico", sublinhou o ministro da Economia, apontando o aumento de 4% da despesa primária (ou seja, sem juros da dívida) face ao ano passado.

O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, prometeu ainda manter as medidas e mesmo alargar até que a economia entre numa fase de normalização.

"Estas medidas devem manter-se durante tanto tempo quanto se mostre necessário e ser alargadas na medida das necessidades, até à normalização da economia e à estabilização da situação sanitária", declarou o ministro.

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