"Não serão os profetas da desgraça a decretar a finitude de Portugal"

Presidente da República dedicou grande parte do seu discurso no Dia de Portugal aos emigrantes e aos imigrantes.

Em plenas celebrações do Dia de Portugal no Funchal, Marcelo Rebelo de Sousa disse aos madeirenses que, depois de "quase dois anos de pandemia dolorosa, que suspendeu e atingiu" a vida dos portugueses, que "não serão os profetas da desgraça a decretar a finitude de Portugal".

Na Praça da Autonomia e na Avenida do Mar, o Presidente da República dedicou grande parte do seu discurso aos emigrantes e aos imigrantes.

"Não nos esqueçamos: somos um país de emigrantes. Seria estranho que quiséssemos para os nossos algo diferente do que queremos para aqueles entre nós acolhidos e nos dão natalidade e diversidade", afirmou o chefe de Estado, recordando que os imigrantes "ajudaram o país a manter setores fundamentais" ativos durante a pandemia, como a construção civil.

"Este 10 de Junho interpela-nos a não desperdiçarmos o acicate dos fundos que nos podem ajudar, evitando deles fazer, em pequeno e por curtos anos, o que fizemos tantas vezes na nossa história com o ouro, as especiarias, com a prata, mais perto de nós, com alguns dos dinheiros comunitários", referiu ainda o PR, em alusão aos fundo que Portugal vai receber de Bruxelas.

"Viver este 10 de Junho de 2021 no Funchal, na Madeira, é uma experiência singular. No meio do Atlântico, numa terra feita por tantas e tantos que aqui chegaram, viveram ou vivem desde há 600 anos. Onde tantos aqui regressam em busca do horizonte de vida que lhe faltou onde se fixaram. No fim, ou quase do fim de uma pandemia tão longa e dolorosa, isto é o 10 de Junho de 2021. Isto é o Funchal. Isto é a Madeira. Isto é Portugal", disse ainda.

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