Pedro Nuno Santos reconhece que alta velocidade é cara, mas "relevante"

Na apresentação do Programa Nacional de Investimentos, o ministro das Infraestruturas decretou o fim do tempo das autoestradas e aposta na ferrovia.

O ministro das Infraestruturas e Habitação reconhece que a linha de alta velocidade entre Lisboa e Porto é cara, mas pode ser "relevante" para a economia portuguesa.

"Esta é uma linha cara e altamente dispendiosa, pode ser relevante, mas dispendiosa", declarou Pedro Nuno Santos durante a apresentação do Programa Nacional de Investimentos 2030 (PNI2030), nesta quinta-feira no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

O ministro explicou por isso a opção de avançar de forma faseada com a obra de alta velocidade entre as duas principais cidades do país. "Procuramos planear com razoabilidade", afirmou Nuno Santos, anunciando uma nova linha entre o Porto e Vigo, em Espanha, também esta de forma faseada.

"Estamos em 2020 e demoramos 2h30 do Porto a Vigo e com a nova linha - primeira fase (Braga-Vigo) - vamos tirar uma hora desta viagem e se completarmos a linha de Braga até ao aeroporto e Porto reduzimos para 55 minutos essa viagem", indicou o ministro das Infraestruturas.

Nuno Santos justificou depois o racional do investimento na linha de alta velocidade entre Lisboa e Porto. "Desde o início se percebeu que a prioridade deveria ser a aproximação das duas áreas metropolitanas", explicou o governante, apontando a "forma como se relacionam em termos de atividade e como os profissionais se articulam" nas duas áreas metropolitanas.

A nova linha de alta velocidade, com um custo estimado de 4,5 mil milhões de euros, permitiria reduzir a viagem de 2h50 para 1h15. "São ganhos extraordinários e só tornam mais difícil compreender como perdemos tanto tempo", frisou o ministro.

O fim do tempo das autoestradas

Na apresentação do PNI2030, Pedro Nuno Santos declarou o fim do investimento nas autoestradas. "O tempo das autoestradas terminou", apontou o ministro das Infraestruturas, apontando que o interior será agora privilegiado.

"A ferrovia não substitui a rodovia", começou por indicar, apontando "falhas" no interior. "Não é por acaso que é a primeira vez que num ciclo de investimentos rodoviários se fazem mais investimentos no interior do que no litoral", anunciou.

O ministro deu o exemplo do IP3 - "que já está a andar" -, mas também o IP8 visto como uma obra de "promoção de justiça de promoção do Alentejo", afirmou.

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