PEV espera desconfinamento de forma "planeada, organizada e bem comunicada"

A deputada do PEV Mariana Silva defendeu um desconfinamento realizado "de forma planeada, organizada e bem comunicada", com medidas reajustáveis, alertando que "o pico" das consequências sociais e económicas ainda não é conhecido.

"Aquilo que dissemos é que o pico das consequências económicas e sociais e de saúde, sobretudo de saúde mental, ainda não é conhecido e, por isso, para além de estarmos focados nas medidas de contenção ou nas medidas de segurança, devíamos era estar focados era neste desconfinamento de forma planeada, organizada e bem comunicada", declarou a deputada do Partido Ecologista "Os Verdes", em declarações aos jornalistas, depois de mais uma audiência com o Presidente da República sobre a renovação do estado de emergência, por videoconferência.

Para Mariana Silva, "o desconfinamento planeado" do governo "poderá ser de alguma forma o mais indicado para que não tenhamos que dar passos atrás neste longo caminho em que as pessoas já começam a ficar cansadas e para que não sintam sequer que estão injustiçadas nas medidas que venham a ser tomadas para o futuro".

"O planeamento deve ser também curto, para que possamos ver qual é o resultado das medidas que vão sendo impostas e adaptar também àquilo que vai acontecendo ao longo do tempo ", sustentou.

De acordo com a deputada, na audiência foi ainda abordada a vacinação, na qual os 'Verdes' "fizeram questão de dizer que é necessário comprar a outros fornecedores, é necessário pensar se é possível produzir a vacina em Portugal, para que realmente este processo seja mais célere e que 70% da população possa estar vacinada em agosto".

"E para que possamos realmente respirar um pouco e voltar à normalidade dos dias, sempre acompanhados pelos apoios sociais, e que as medidas de restrição sejam adaptadas àquilo que vai acontecendo", concluiu a deputada.

Marcelo Rebelo de Sousa está a ouvir hoje os nove partidos com assento parlamentar, por videoconferência, sobre a renovação do estado de emergência, um dia depois de ter tomado posse para um segundo mandato como Presidente da República.

O atual período de estado de emergência termina às 23:59 de próxima terça-feira, 16 de março.

Para o decretar, o Presidente da República tem de ouvir o Governo e de ter autorização da Assembleia da República, que nas últimas quatro renovações foi dada com votos a favor de PS, PSD, CDS-PP e PAN, abstenção do BE e votos contra de PCP, PEV, Chega e Iniciativa Liberal.

Marcelo Rebelo de Sousa já decretou doze vezes o estado de emergência no atual contexto de pandemia de covid-19, a última das quais em 25 de fevereiro.

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