Preço das casas sobe mais 13,2%. Um novo máximo histórico

No segundo trimestre do ano, foram vendidas 43 607 casas, num investimento total de 8,3 mil milhões de euros. Junho apresenta sinais de abrandamento do mercado.

O preço da habitação em Portugal voltou a registar um aumento histórico. No segundo trimestre deste ano, apresentou uma subida homóloga de 13,2% e mais 0,3 pontos percentuais (pp) face aos três primeiros meses de 2022.

O Índice de Preços da Habitação, divulgado esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), adianta que o preço das casas usadas teve um incremento homólogo de 14,7% (13,6% no primeiro trimestre).

Já o valor das novas subiu 8,4% face ao trimestre homólogo de 2021, apresentando uma quebra de 2,5 pp quando comparado com o trimestre precedente.

No segundo trimestre deste ano, foram vendidas 43 607 casas, o que representa um crescimento homólogo de 4,5%. O volume de transações atingiu os 8,3 mil milhões de euros, mais 19,5%.

A grande maioria das habitações vendidas (38 181 ou 87,6% do total) foi adquirida por famílias, que gastaram um total de 7,2 mil milhões de euros (86,7% do total).

Os compradores estrangeiros foram responsáveis por 6,4% do número total de transações (2 783), o que corresponde a 11,9% do valor total transacionado.

Cerca de 6,3 mil milhões de euros foram aplicados na compra de casas usadas (um aumento homólogo de 16,8%) e 2 mil milhões em de habitações novas (mais 29%).

No trimestre em análise, verifica-se que em junho se regista um abrandamento no volume de transações. Em abril e maio, verificou-se crescimentos homólogos próximos de 28%, que baixaram para 6,3% em junho.

O número de operações aumentou em abril (11,3%) e maio (12,7%), mas em junho - pela primeira vez desde fevereiro de 2021 - registou um decréscimo do número de transações (7,6%).

O INE realça que a taxa de variação média anual do índice de preços da habitação fixou-se em 12,3% no segundo trimestre deste ano, numa aceleração de 1,3 pp face ao trimestre anterior, atingindo um novo máximo da série disponível.

Nos meses de abril a junho, a taxa de variação média anual dos preços das habitações existentes foi de 13%, enquanto nas novas atingiu os 10,4%. "Em ambos os casos, tratou-se da taxa mais elevada desde o início das séries", sublinha o instituto.

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