Taxas de juro a subir podem levar a redução de 30% nos novos créditos à habitação

Em causa o cálculo da taxa de esforço dos clientes. A redução da capacidade de endividamento atingirá em especial as famílias com rendimentos mais baixos ou com níveis de poupança reduzidos.

Com a subida acentuada das taxas Euribor nas últimas semanas aumentam, naturalmente, os encargos com os empréstimos bancários. Para quem vai contratar um novo crédito a situação poderá levar a uma menor capacidade de endividamento, levando os bancos a reduzir o montante que estão autorizados a emprestar.

Segundo o jornal Público, a redução poderá atingir os 30% já no próximo mês, dado o atual nível de subidas das taxas de juro. Naturalmente, a redução da capacidade de endividamento atingirá em especial as famílias com rendimentos mais baixos ou com níveis de poupança reduzidos.

Segundo uma simulação feita para o PÚBLICO pelo intermediário de crédito Eupago, um casal com 30 anos e um rendimento mensal líquido de 1800 euros, sem descendentes e sem outros empréstimos, poderia, em janeiro, contratar um financiamento de 226 mil euros a liquidar em 37 anos. Com a subida das taxas de juro e tendo em conta que a média da Euribor a 12 meses deverá ficar em 2% em setembro, o mesmo casal já só consegue obter um empréstimo de 163.500 euros, menos 28% do que em janeiro.

Se a Euribor a 12 meses subir para 2,5%, o que poderá acontecer já em outubro, este casal já só poderá contratar um empréstimo de 154.200 euros.

Além do efeito da subida das taxas de juro, há que ter em conta que, desde 2018, o Banco de Portugal impôs novas regras na concessão de crédito obrigando as instituições financeiras a somar mais 3% à taxa do empréstimo e só depois calcular a taxa de esforço, que não pode ultrapassar os 50% do rendimento mensal líquido. Mas que é calculada tendo em conta todos os empréstimos detidos pelo candidato ao crédito.

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