Turismo. Requalificação, inovação e filmes são apostas do Governo

Executivo quer continuar apostar no setor. Formar recursos humanos, investir em cinema, promoção e no programa Revive são ações a prosseguir.

O turismo continua a ser uma das apostas do Governo nos próximos anos. As Grandes Opções do Plano (GOP) 2021-2023, a que o Dinheiro Vivo teve acesso, não deixam de fora uma atividade que, no ano passado, foi responsável por cerca de 15% do PIB português. A requalificação dos recursos humanos do setor e do património histórico, bem como a rodagem de filmes em solo nacional como oportunidade para mostrar o país lá fora fazem parte da estratégia.

Requalificar

Depois de anos de crescimento e de busca quase constante por mão de obra, o setor está a braços atualmente com uma capacidade instalada acima das necessidades e de recursos humanos a mais. A requalificação desses profissionais nos próximos anos é uma preocupação.

No capítulo da aprendizagem ao longo da vida, as GOP, recordando que as qualificações são um dos pilares da Estratégia Turismo 2027, lançada na última legislatura, indicam que: “Entre as medidas a reforçar de capacitação de recursos humanos e valorização das profissões em turismo, referem-se as que têm por objetivo prestigiar as profissões do turismo e formar massa crítica adaptada às necessidades do mercado, assim como promover a igualdade do género e de oportunidades. Neste processo, assume-se particularmente importante capacitar em contínuo os empresários e gestores para liderar o turismo do futuro – tecnológico, inclusivo e sustentável, objetivos que se alinham com o Programa BEST, programa de formação para os empresários do setor dinamizado pelo Turismo de Portugal”.

Aprimorar a oferta

Com a crise que o turismo atravessa, muitas empresas têm acorrido aos apoios lançados, tanto as linhas de financiamento como, por exemplo, à linha de crédito para microempresas lançada pelo Turismo de Portugal. As GOP 2021-2023, no âmbito da inovação e qualificação das empresas, e no que diz respeito a este setor, referem que, “através de instrumentos financeiros e de apoios específicos para o turismo pretende-se apoiar o investimento no turismo e valorizar a oferta, promovendo a inovação e a oferta de experiências distintivas, seamless, prosseguindo um turismo como fator de sustentabilidade ambiental e de coesão económica e social. Também se pretende projetar Portugal, aumentando a conectividade e notoriedade de Portugal nos mercados internacionais enquanto destino para visitar, investir, viver e estudar e de grandes eventos”.

Na anterior legislatura foi lançada a Estratégia Turismo 2027. Um dos pilares passa pela inovação, com o programa de inovação e digitalização da oferta turística e um programa de aceleração de startups do setor, que contribui, como é referido nas GOP, para “afirmar Portugal como um polo de referência internacional na inovação, no empreendedorismo e na produção de bens e serviços internacionalmente transacionáveis para o turismo”.

Cinema e Revive

Em 2018, foi lançado o Fundo de apoio ao Turismo, Cinema e Audiovisual, que permite incentivos fiscais à produção cinematográfica e audiovisual em Portugal. Entre 2018 e 2020, de acordo com os dados revelados no final de agosto, o fundo originou no país um investimento de 58,7 milhões de euros entre 2018, quando foi criado, e 2020.

A aposta na produção cinematográfica, que permite mostrar Portugal lá fora e também gerar emprego, é para continuar. “Procurar-se-á tornar Portugal num país cada vez mais atrativo e competitivo para filmagens de coproduções e produções internacionais ao abrigo do Fundo de apoio ao Turismo, Cinema e Audiovisual”, lê-se nas GOP.

O programa Revive, que visa dar uma segunda vida a património público devoluto através da concessão a privados para fins turísticos, vai continuar em força. O documento do Governo com as linhas estratégicas para os próximos anos aponta que “durante 2020 serão lançados todos os concursos Revive Património, prevendo-se ainda a publicação dos primeiros concursos do Revive Natureza, sendo ainda reforçadas as ações de captação de investimento estrangeiro”.

Após o lançamento dos concursos Revive, os candidatos privados apresentam as suas propostas que são avaliadas. Quem ganhar as concessões tem depois de dar início às obras de requalificação que, tipicamente, no caso do Revive Património demoram vários meses, o que faz com que abertura das unidades aconteça alguns anos depois.

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