Venda de malparado caiu 87,5% para 1000 milhões em 2020

Este ano, já foram vendidos ativos no valor de 700 milhões de euros. Estudo da Prime Yield avança que fim das moratórias pode incrementar o stock de malparado em 6900 milhões.

A venda de carteiras de crédito malparado (na sigla inglesa, Non-Performing Loans, NPL) caiu 87,5% em 2020 para cerca de 1000 milhões de euros. Esta elevada quebra prende-se com o impacto da pandemia que congelou as operações, avança o mais recente estudo da Prime Yield sobre este mercado.

Já este ano e num sinal de inversão da tendência de 2020, foram concretizados negócios de carteiras malparado no valor de 700 milhões de euros, adianta o relatório Keep an Eye on the NPL&REO Markets. Em pipeline, estão 1200 milhões entre carteiras que já estão em fase de negociação ou em oferta.

Segundo Francisco Virgolino, Head and Partner of NPL&REO Portugal da Prime Yield, já se esperava um abrandamento neste mercado num cenário pré-covid, mas as estimativas apontavam para uma quebra de 25% para cerca de 6000 milhões.

Como realça em comunicado, "o mercado esteve praticamente parado até setembro, quando se notou uma dinâmica renovada e vários negócios acabaram por ser fechados na reta final do ano".

Para 2021, as perspetivas de venda de malparado são de crescimento. "A par do interesse dos investidores por este segmento, a oferta de portfolios de malparado deverá crescer bastante ainda este ano", devido nomeadamente ao fim das moratórias.

Segundo a Prime Yield, caso 15% do montante sujeito a moratória se transforme em malparado registar-se-á a entrada de mais 6900 milhões em NPL. Esse montante corresponde a mais de metade do atual stock. Francisco Virgolino sublinha que o impacto do fim das moratórias "só será visível na reta final do ano e especialmente em 2022".

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