Vila Galé e Pestana abrem hotéis no início de junho

Os maiores grupos hoteleiros nacionais prepararam-se para abrir algumas unidades no início de junho.

Com a pandemia de Covid-19 vários hotéis encerraram portas devido à falta de procura. O setor começa agora a dar os primeiros passos para tentar alcançar alguma normalidade, abrindo algumas unidades hoteleiras. O grupo Pestana vai começar a reativar os seus hotéis a partir de 5 de junho, incluindo algumas Pousadas de Portugal, "com uma campanha de agradecimento aos profissionais de saúde".

O grupo, em comunicado, indica que nesta primeira fase abrem na região de Lisboa o Pestana Cascais e no Algarve três unidades:o Pestana Viking, Pestana Alvor South Beach e o Pestana D. João Villas. Já as Pousadas de Portugal vão voltar a abrir portas as unidades de Viana do Castelo, Ria de Aveiro, Alcácer do Sal, Sagres, Valença e Bragança. "O Pestana Tróia Eco-Resort está já disponível, bem como os campos de golfe do Grupo e, na Madeira, o Casino da Madeira está igualmente pronto a reiniciar atividade, em junho".

O Pestana pôs no terreno um protocolo interno de procedimentos com o objetivo de oferecer as melhores condições de segurança e higiene a hóspedes e colaboradores, em linha com as orientações da Direção Geral de Saúde.

Já o grupo Vila Galé prevê abrir 11 unidades a 9 de junho, cinco das quais no Algarve. São elas: Vila Galé Albacora (Tavira), Vila Galé Ampalius (Vilamoura), Vila Galé Atlântico (Praia da Galé, Albufeira), Vila Galé Collection Praia (Praia da Galé, Albufeira), Vila Galé Lagos, Vila Galé Clube de Campo (Beja), Vila Galé Cascais, Vila Galé Ericeira, Vila Galé Collection Douro (Lamego) e ainda o Vila Galé Serra da Estrela e o Vila Galé Collection Alter Real (Alter do Chão).

O grupo, em comunicado, nota que a "estes hotéis somam-se ao Vila Galé Porto, Vila Galé Coimbra, Vila Galé Ópera (Lisboa), Vila Galé Évora e Vila Galé Santa Cruz (Madeira), que nunca fecharam". E que as 16 unidades do grupo que vão estar de portas abertas a partir de 9 de junho têm o selo Clean & Safe, atribuído pelo Turismo de Portugal. "E seguirão um plano muito rigoroso de funcionamento de acordo com as recomendações da Direcção Geral de Saúde (DGS) e da Organização Mundial de Saúde (OMS)".

O turismo é um dos setores mais afetados pela pandemia de Covid-19. Apesar de não terem sido obrigados pelo Estado de Emergência a encerrar (apenas alguns serviços como os spa), a falta de procura ditou o encerramento temporário de várias unidades. Agora que Portugal está a dar os primeiros passos em direção à retoma da economia, são vários os setores que começam a reabrir também.

Na semana passada, o governo anunciou que a época balnear em Portugal arranca a 06 de junho, mas com regras apertadas de acesso e de ocupação do areal.

Será criada uma sinalética semelhante a um semáforo com cor verde, amarela e vermelha, indicando o nível de ocupação. Há uma aplicação (info praia) que dará a informação sobre a ocupação e se ainda é possível ir a essa praia. A informação será disponibilizada pelos concessionários e a fiscalização pelos próprios veraneantes.

“Temos que ter consciência que cada um de nós tem o dever cívico de nos proteger e proteger os outros. Temos de estar a uma distância mínima de 1,5 metros e não podemos ter em cada praia forças de segurança. Se houver abuso teremos de interditar o acesso às praias”, avisou o primeiro-ministro, na última sexta-feira. Será ainda aplicada uma distância de um metro e meio. Os chapéus-de-sol têm de manter entre si uma distância mínima de três metros e não devem ter ocupação de mais cinco pessoas. Serão interditas as atividades desportivas, salvo as que se desenvolvem dentro de água.

Depois de sucessivos recordes, este ano será assim atípico para o turismo. Com as ligações aéreas também ainda agora a dar os primeiros passos na retoma das operações, a atividade turística deverá ser este ano suportada pelo turismo interno.

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