Vila Galé põe quase 90% dos trabalhadores em lay-off. Altis fechados

Vila Galé diz que “tudo fará para proteger todos os postos de trabalho”. Vai recorrer ao lay-off simplificado, colocando 86% dos seus funcionários.

O Vila Galé, segundo maior grupo hoteleiro nacional, vai pôr a maioria da sua força laboral em Portugal em lay-off, pelo menos durante o mês de abril. O setor do turismo é um dos mais afetados pela pandemia de covid-19 e em Portugal muitos hotéis estão fechados, incluindo 20 deste grupo.

As restrições à mobilidade, aplicadas quer pelo governo português quer por outros à escala europeia para tentar travar o contágio da covid-19 estão a gerar elevadas perdas para o setor. “O Vila Galé vai recorrer ao regime de lay-off simplificado, aplicando-se a 86% dos seus colaboradores em Portugal. A adesão foi para o mês de abril, mas admitimos a sua prorrogação até maio”, indica ao Dinheiro Vivo fonte oficial.

O grupo conta com 36 unidades, 27 das quais em Portugal, e no total tem 3200 funcionários. A empresa liderada por Jorge Rebelo de Almeida assegura que “tudo fará para proteger todos os postos de trabalho”. Quanto às linhas de crédito para empresas, lançadas recentemente, em que o turismo é um dos setores que pode candidatar-se, não se aplicam a grandes empresas, pelo que o Vila Galé terá de “procurar o financiamento junto dos parceiros da banca”.

Este grupo não é o primeiro a avançar para lay-off. No início da semana, os hotéis Altis informaram os trabalhadores da decisão de fechar todos os hotéis da cadeia, “só ficando em funcionamento o Altis Suites, com reduzidíssimo número de pessoas a assegurar o serviço”, especifica-se na carta assinada pela administradora do grupo, Maria Júlia Valente-Rodrigues.

A responsável justifica assim a decisão de pôr todos os restantes trabalhadores em lay-off, ficando suspensos os contratos de trabalho “enquanto durar esta situação e retomados depois com toda a normalidade”.

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