Consumo

Natal. Mais confiança aumenta em 10% vendas no comércio

Subida do turismo acentuou crescimento das zonas urbanas. Saldos já começaram e já há descontos até 60%

As vendas no período de Natal terão aumentado 10% em relação ao ano passado, segundo os primeiros dados da Confederação de Comércio e Serviços de Portugal (CCP). A diminuição da poupança, o aumento da confiança e do emprego contribuíram para estes números.

“Registámos, em média, um crescimento nas vendas de 10%, dentro das nossas estimativas”, referiu Vasco Mello, em declarações ao Dinheiro Vivo. “A diminuição da poupança, acompanhado pelo aumento da confiança e do emprego, sobretudo, nas zonas turísticas, explicam estes números”, no entender do vice-presidente da CCP.

Vasco Mello nota também outra tendência. “Há mais crescimento nas zonas urbanas, como Lisboa, Porto, Algarve e Madeira, em relação ao resto do país. Esta tendência acentuou-se durante este ano, devido, em grande parte, ao aumento do número de turistas.”

O Porto foi uma das regiões mais beneficiadas. “Mantemos a previsão de aumento de vendas de 20%” em comparação com a mesma época de 2015, o que está em linha com as melhores expectativas da Associação de Comerciantes do Porto (ACP), conhecidas no final de novembro.

Leia aqui: Há mais portugueses a arranjar emprego

Apesar de este ano a véspera de Natal ter sido a um sábado, “não foi um grande dia ao nível da faturação; houve muitas pessoas que acabaram por antecipar as viagens para os jantares com a família”, entende o presidente da ACP, Nuno Camilo. O turismo foi o fator que mais contribuiu para o forte crescimento das receitas dos comerciantes na cidade Invicta, acrescenta este responsável.

O aumento das receitas na época de Natal também foi sentido nos grandes armazéns. É o caso do El Corte Inglés, que melhorou as vendas em relação ao ano passado. Sem adiantar números, a diretora de comunicação e relações externas do grupo em Portugal, Susana Santos lembra que “haver crescimento já é muito significativo”.

Apesar de haver “maior confiança dos consumidores”, Susana Santos assinala que os portugueses “começaram a comprar de forma muito racional e estão a recorrer, cada vez mais, a listas de compras”. A representante do grupo espanhol nota ainda que os portugueses fizeram as primeiras compras de Natal “muito cedo, logo no final de outubro”.

Saldos já começaram
O dia de ontem ficou também marcado pelo arranque oficial da época de saldos logo a seguir ao dia de Natal, o que aconteceu pela primeira vez desde que foi alterada a lei, que dá mais flexibilidade aos comerciantes.

Esta situação foi aproveitada pelo El Corte Inglés, que arrancou ontem com os saldos, com “descontos entre 50% e 60% na maioria dos produtos”, diz Susana Santos, que distingue as compras de Natal das que são feitas em época de saldos.

“No Natal, as pessoas compram sobretudo para oferecer; nos saldos, são para elas próprias, como guarda-roupa, casa e decoração, eletrónica e vestuário”, explica a responsável de comunicação do grupo espanhol.

No caso da Berg, marca de artigos e vestuário outdoor do grupo Sonae, que detém o Continente, os saldos só arrancam a partir de amanhã e com descontos de 40%.

O Dinheiro Vivo contactou ainda o grupo Jerónimo Martins, que não respondeu até ao fecho desta edição.

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