Investimentos

Natixis e Feedzai crescem no antigo Central Shopping

Centro de negócios já tem mais uma tecnológica interessada em instalar-se no espaço renovado. Fotografia: D.R.
Centro de negócios já tem mais uma tecnológica interessada em instalar-se no espaço renovado. Fotografia: D.R.

A reconversão do shopping em centro de negócios, um investimento de 12 milhões de euros, deverá estar concluída em meados do próximo ano.

A francesa Natixis e a tecnológica Feedzai aguardam a finalização do projeto de reconversão do antigo Central Shopping, no Porto, em centro de negócios para expandir as suas áreas de escritórios localizadas paredes-meias com o antigo centro comercial. As duas empresas, instaladas no complexo que chegou a ser sede da construtora Soares da Costa, já se comprometeram a arrendar um total de mais de oito mil metros quadrados no agora batizado Porto Business Plaza, encontrando-se ainda disponíveis perto de 7 mil metros quadrados. Mas não deverá ser por muito tempo. Segundo António Castro Henriques, administrador e acionista da SDC Investimentos (que detém este imóvel), já está a ser negociada a instalação de uma outra tecnológica, de origem francesa, no edifício.

A recuperação do antigo centro comercial, edificado pela Soares da Costa na década de 90 do século passado, está a ser realizada em duas fases. A primeira e de maior dimensão arrancou em março e deverá estar concluída no final do primeiro trimestre de 2021. A segunda intervenção irá iniciar-se em janeiro do próximo ano e tem um prazo de execução de seis meses. O investimento ascende a 12 milhões de euros, tendo sido revisto em ligeira alta (em quase 2 milhões) devido à integração da área que corresponde aos antigos cinemas do shopping, que inicialmente não constava do projeto.

Nas contas do administrador e também acionista Gonçalo Andrade Santos, o complexo deverá gerar receitas da ordem dos 4,2 milhões de euros no exercício de 2021. Para já, rondam os 1,6 milhões. Atualmente, o empreendimento que une as ruas de Santos Pousada e Fernão de Magalhães, na zona oriental do Porto, alberga o terminal rodoviário da Transdev, escritórios e parque de estacionamento.

A SDC Investimentos tem em perspetiva o desenvolvimento de um projeto turístico em Torres Novas. A empresa detém uma propriedade de 59 hectares na região, onde pontifica um palacete de estilo neomanuelino que apresenta potencial para ser explorada num segmento de hotelaria de luxo, adianta Gonçalo Andrade Santos.

Neste momento, está a ser ultimado um PIP (Pedido de Informação Prévia) para avaliar a possibilidade de uma operação urbanística. Segundo o responsável, o terreno tem mais de 17 mil metros quadrados urbanizáveis, estando o restante afeto a exploração agrícola, destacando-se uma área de vinhas, um amendoal e um conjunto de oliveiras. O objetivo é desenvolver este projeto em parceria. Na carteira de ativos imobiliários da SDC cabe ainda um conjunto de lotes de terreno para construção e de apartamentos na Península de Troia.

A empresa, que já alienou os 33,3% que detinha na Soares da Costa, atua também nas áreas de capital de risco, com participações nas startups Heaboo (32,71%), Youngstories (10%) e Rigger (7,8%), e responde por uma posição na ELOS, ex-concessionária do projeto de alta velocidade ferroviária Poceirão-Caia. No negócio da construção, responde também por 100% da SDC América, que tem em curso a gestão de um conjunto de processos da fase pós-construção das participadas que operaram naquele país até 2008.

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