Nesta semana todos os caminhos vão dar ao Parque das Nações

Alojamento, transportes, segurança e telecomunicações. Lisboa prepara-se para receber os mais de 70 mil participantes da Web Summit.

Duas décadas depois da Expo, ainda há multidões a correr a zona norte da cidade, sobretudo na primeira semana de novembro. Neste ano, a Web Summit não se fica pelo Altice Arena e pela FIL: vai trazer “novas surpresas”. Palavra de Paddy. A cidade já está a postos.

Alojamento Espaços com capacidade para muitos são os preferidos

À quarta edição, a normalidade parece ter chegado ao alojamento. No Airbnb já não se vê as referências que em anos anteriores foram chamariz. Esta plataforma conta 38 mil reservas de hóspedes entre 1 e 8 de novembro. Os alojamentos com capacidade para grupos são os preferidos. Mesmo assim, 45% dos hoteleiros têm reservas para a altura deste evento, embora 32% não conheçam a razão para a vinda dos hóspedes. O preço por noite ronda 200 euros. Em 2018, a taxa de ocupação era de 93% na semana da cimeira. A AHRESP prevê um aumento de 9,8% no número de hóspedes e que os 70 mil participantes na WS gastem um total de 64,4 milhões de euros.

Transportes Mais metro e autocarros com ajuda tecnológica

O Metro de Lisboa e a Carris vão reforçar o serviço nos dias da Web Summit. O metro vai funcionar com seis carruagens em todas as linhas entre as 06.30 e a 01.30, nos quatro dias, com oferta reforçada nas linhas verde e vermelha na hora de ponta. A Carris vai ter mais autocarros nas carreiras 728 e 744 e ainda vai testar três linhas especiais de autocarros, que vão utilizar computadores quânticos para fugir ao trânsito, com destino ao Parque das Nações, entre terça e quinta. As duas empresas, em conjunto com a CP, têm passes especiais de um, três e cinco dias, com descontos entre 14% e 53%, para deslocações ilimitadas em Lisboa, Cascais e Sintra na próxima semana.

PSP Drones proibidos e mais controlo dos participantes

Apenas a organização e a segurança poderão fazer voar drones por cima da FIL e do Altice Arena entre os dias 4 e 8 de novembro. A PSP, em colaboração com a Polícia Municipal, garante que vai manter um “dispositivo de segurança centrado na prevenção e proatividade” no Parque das Nações e também no Bairro Alto, no Cais do Sodré e perto do Lx Factory. Apesar de “não ter havido aumento do grau de ameaça”, serão “implementadas medidas de segurança adicionais, com a delimitação de perímetros e no controlo de visitantes nas entradas, através de detetores de metais e aparelhos de raio-x para garantir a segurança de todos os participantes. A partir de amanhã, as ruas junto à FIL já estarão cortadas à circulação automóvel.

Redes e wi-fi NOS e Vodafone reforçam rede e fazem pilotos 5G

A NOS e a Vodafone reforçaram a rede para receber as mais de 70 mil pessoas esperadas na WS. Na zona do recinto, a NOS reforçou a rede oito vezes mais, “o que permite dispensar soluções de reforço temporárias e aumentar as velocidades de acesso a dados”, diz fonte oficial. As aéreas adjacentes “estão também cobertas por uma rede 5G integralmente operacional para demonstrações e pilotos”.

Com o 5G da Vodafone, a startup portuguesa Live Electric Tours vai fazer uma demonstração do novo Renault Zoe, com transmissão em streaming no Parque das Nações. A operadora instalou 30 antenas dentro e fora do recinto, duplicando assim a capacidade de dados da rede móvel.

Pelo quarto ano consecutivo parceira tecnológica da WS, a Altice “tem grandes novidades”, mas só vai revelá-las no arranque da cimeira.

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