Transporte Ferroviário

Norte e Galiza querem continuação da ligação de alta velocidade

Comboios com maioria dos fundos

O Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular defende a continuação da ligação de Alta Velocidade Porto/Vigo.

O Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, organismo que agrega 38 municípios portugueses e galegos, defende a continuação da ligação de Alta Velocidade Porto/Vigo, num documento apresentado esta segunda-feira ao Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques.

A proposta que consta da lista das ações a sugerir para a rede ferroviária da Galiza e do Norte de Portugal, no âmbito do próximo quadro dos fundos europeus, recomenda “a construção do troço Vigo Sul, a fim de: continuar a extensão do Eixo Atlântico de Alta Velocidade para Portugal; eliminar a existência de duas estações ferroviárias em Vigo e acabar com passagem de comboios pelo centro urbano de Porriño”.

Segundo o documento, a que a Lusa teve acesso, o desenvolvimento da nova linha Vigo – fronteira com Portugal foi dividido em duas secções: Vigo/Porriño e Porriño/fronteira com Portugal, cuja obra foi adjudicada em 28 de junho de 2011 com um prazo de execução de 18 meses.

“A profunda crise económica sofrida nos últimos anos resultou na paralisação de todo o programa ‘High Speed’ [Alta Velocidade] que estava previsto para se desenvolver em Portugal. Esta paralisação afetou também as duas secções descritas acima, que tiveram que ligar Vigo à nova linha a desenvolver entre Valença do Minho e o Porto”, lê-se na proposta.

O orçamento da base de concurso para o troço de Vigo/Porriño foi estimado entre 242 e 299 milhões de euros (2006), dependendo da alternativa escolhida (15,5 quilómetros e 15,4 quilómetros de comprimento, respetivamente), enquanto a secção Porriño – fronteira portuguesa, de 9,2 quilómetros, foi estimada em 172 milhões de euros (2009), lê-se na proposta.

O Eixo Atlântico considera ainda prioritários os investimentos nas linhas ferroviárias Corunha/ Ferrol; Lugo/Ourense; Monforte de Lemos/León Palencia/Venta de Baños e Lugo/Corunha.

Aquele organismo defende que “este investimento poderá permitir, no futuro, a circulação de comboios de mercadorias, devido à elevada densidade industrial e produtiva destes municípios, aumentando ainda mais o interesse desta intervenção e reforçando o eixo ferroviário de mercadorias Porto/Aveiro – Salamanca, identificado como determinante para o fortalecimento económico e social da Região”.

O documento intitulado “Segundo pacote de infraestruturas do Eixo Atlântico” enquadra-se dentro da atividade da Agenda Urbana do Eixo Atlântico do projeto MC2, cofinanciado pelo Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça INTERREG V A Espanha-Portugal.

No final da reunião com o ministro, o secretário-geral do Eixo Xoan Mao indicou que Pedro Marques se comprometeu a discutir esta proposta com o seu homólogo espanhol.

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