Imobiliário

Lançamento de novos projetos residenciais em mínimos de 2015

( Gustavo Bom / Global Imagens )
( Gustavo Bom / Global Imagens )

Índice de Pipeline Imobiliário da Confidencial Imobiliário revela um abrandamento do licenciamento de novas obras para habitação.

O licenciamento de nova habitação aumentou 11% entre abril e junho deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o Índice de Pipeline Imobiliário (IPI) da Confidencial Imobiliário. Este indicador mede a evolução do volume de novos projetos de promoção imobiliária residencial em carteira.

Apesar do crescimento, trata-se do registo mais baixo desde 2015, ano em que o pipeline residencial cresceu, em termos homólogos, entre 30 a 50%, depois de uma estagnação de novos projetos entre 2011 e 2014.

A evolução do licenciamento de novos projetos é desigual na capital e no Porto. Na Área Metropolitana de Lisboa verificou-se uma queda de 4%, e na Área Metropolitana do Porto o pipeline residencial aumentou 56% , o crescimento mais forte dos últimos anos.

No entanto, sublinha a Confidencial Imobiliário, “enquanto na AM Lisboa as taxas de variação homólogas se têm situado predominantemente acima dos 65% desde 2017, no Porto, não tinham até ido muito além dos 45%”.

Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário, considera que “o aumento da oferta responde, de forma direta, à valorização do mercado. E, estando o mercado já a antecipar um novo período de alguma estabilização no crescimento dos preços, é expectável que vamos assistindo a uma perda de ritmo no lançamento de novos projetos residenciais. Além disso, não podemos esquecer-nos que o ponto de partida para estes crescimentos prévios de 30% a 50% era bastante baixo e que nos dois últimos anos tem havido um forte aumento do investimento em promoção imobiliária residencial. Contabilizamos perto de 93 mil novos fogos em licenciamento desde 2017 e, com uma base crescente, o rácio de crescimento tende a suavizar”, sublinha.

Apesar de tudo, “desde o final de 2014, quando esta atividade atinge o seu ponto mais baixo, o pipeline residencial no país já cresceu 400%”, avança a empresa.

O Índice de Pipeline Imobiliário acompanha o mercado através do número de metros quadrados dos projetos que são alvo de emissão de pré-certificado energético por parte da ADENE. Trata-se de um indicador avançado da evolução futura da promoção imobiliária e atividade de construção no segmento residencial.

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