retalho

Nova lei com impacto residual nas avaliações e contas dos centros comerciais

Centro Comercial Colombo reabriu dia 15 de maio depois de três meses fechado devido à pandemia de Covid-19. 
(Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)
Centro Comercial Colombo reabriu dia 15 de maio depois de três meses fechado devido à pandemia de Covid-19. (Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)

AMRR considerou existir alguma desinformação a propósito do impacto da nova lei das rendas dos espaços comerciais e pediu uma análise à Casa Value.

O impacto da nova lei das rendas comerciais é residual nas avaliações dos imóveis e nas contas dos proprietários dos centros comerciais, segundo um estudo hoje divulgado, que estima uma desvalorização entre 1,88% e 2,95%.

“O impacto das perdas geradas pela diminuição do valor das rendas no período de 18 de março a 31 de dezembro no valor dos imóveis comerciais é mínimo, não parecendo razoável considerar uma desvalorização temporária superior a 2,95% no pior dos cenários”, concluiu uma análise feita pela Casa Value, uma empresa independente e certificada pela CMVM, divulgada hoje pela Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR).

A associação considerou que existia alguma desinformação a propósito do impacto da nova lei das rendas dos espaços comerciais, aprovada na sexta-feira, e, por isso, pediu uma análise independente à Casa Value.

“O nosso estudo evidencia que a desvalorização devida à suspensão das rendas mínimas garantidas deverá situar-se num intervalo entre 1,88% e 2,95%, e que a partir de 1 de janeiro de 2021 os ganhos derivados das rendas deveriam retomar a sua normalidade, havendo por isso uma recuperação gradual do valor de mercado dos imóveis comerciais com base no rendimento”, salientou a análise.

Segundo o estudo, o impacto é temporário, dado que a lei se aplica apenas até 31 de dezembro de 2020, e não é razoável imaginar um cenário de insolvência dos centros comerciais devido ao efeito causado por esta desvalorização temporária em concreto.

“Se a lei de facto tivesse impacto significativo, todos os fundos/empresas cotadas já deveriam, de acordo com a legislação relativa aos mercados acionistas e obrigacionistas e como mandam as boas regras de transparência e comunicação de factos relevantes, ter emitido comunicações ao mercado e, até à data, não o fizeram”, considerou a AMRR.

Segundo a associação, com esta nova lei “os fundos reduzem os lucros, mas os lojistas mantêm prejuízos avultados devido a não terem tido vendas durante três meses e no primeiro mês de abertura (junho) as vendas estarem 40% abaixo do mesmo período de 2019”.

A AMRR lembrou que a pandemia da covid-19 gerou “uma crise quase sem precedentes na economia nacional, afetando fortemente o negócio dos lojistas dos centros comerciais e das lojas de rua”, e considerou que a nova lei “atenua o desequilíbrio existente nos contratos nos centros comerciais”.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Trabalhos de descarga de contentores no Porto de Sines, 12 de fevereiro de 2020. TIAGO CANHOTO/LUSA

Exportações com quebra de 17% na primeira metade do ano

Isabel Camarinha, líder da CGTP, fala aos jornalistas após audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, em Lisboa, 30 de julho de 2020. (MIGUEL A. LOPES/LUSA)

CGTP. Governo nega complemento a quem esteve em lay-off sem justificação

spacex-lanca-com-sucesso-e-pela-primeira-vez-a-nave-crew-dragon-para-a-nasa

SpaceX lança 57 satélites para criar rede mundial de Internet de alta velocidade

Nova lei com impacto residual nas avaliações e contas dos centros comerciais