Nova ministra das Finanças tem estado no ministério “a trabalhar”

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A nova ministra das Finanças, cuja ausência na interpelação do
Bloco de Esquerda ao Executivo sobre dívida pública e políticas de
austeridade criou grande polémica junto dos deputados da oposição,
“tem estado no ministério a trabalhar”. Esta é a posição
oficial assumida por fonte do gabinete de Maria Luís Albuquerque,
que recusa tecer qualquer comentário sobre um eventual propósito da
ministra em fugir dos holofotes mediáticos.

Sobre a presença de Paulo Macedo na interpelação sobre dívida
pública e políticas de austeridade, o gabinete de Maria Luís
Albuquerque lembra que o ministro da Saúde fora indicado para
representar o Governo “há mais de uma semana, ainda antes da
demissão do senhor ministro das Finanças”.

O ministro da Saúde esteve acompanhado do secretário de Estado
das Finanças, Manuel Rodrigues, a quem coube garantir que a dívida
pública será inferior a 130% do produto interno bruto (PIB).

A ausência da nova ministra foi também notada no Conselho de
Defesa Nacional, de que faz parte. O gabinete explica que, dado que
um dos temas em cima da mesa era a reforma do Estado, Maria Luís
Albuquerque delegou no secretário de Estado da Administração
Pública. Pelo contrário, e apesar de terem surgido informações de
que teria estado ausente, Maria Luís Albuquerque esteve presente na
reunião de ontem do Conselho de Ministros.

Nomeada para o cargo na segunda-feira, após a demissão de Vítor
Gaspar, Maria Luís Albuquerque foi empossada pelo Presidente da
República na terça-feira e foi a causa da demissão do “número
dois” do Governo, o ministro de Estado e dos Negócios
Estrangeiros. Uma polémica a que não será alheia a sua saída da
cena mediática, embora o seu gabinete recuse tecer comentários a
esse respeito ou a confirmar notícias que dão como certo que Maria
Luís Albuquerque teria posto o lugar à disposição,
restringindo-se à afirmação de que “a senhora ministra tem
estado no ministério a trabalhar”.

E trabalho é coisa que não falta a Maria Luís Albuquerque, que
terá a seu cargo, entre outros desafios, a concretização da
reforma do Estado, a negociação da flexibilização das metas do
défice com a troika, a consolidação do regresso aos mercados, a
preparação do período pós-troika e, sobretudo, a conjugação
bem-sucedida de consolidação orçamental e crescimento económico.

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