Trabalho

Nova ministra do Trabalho confiante num acordo sobre salário mínimo para 2020

Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social
( Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens )
Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social ( Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens )

Ana Mendes Godinho esclareceu que a negociação será feita ano a ano, embora o governo mantenha o objetivo de chegar aos 750 euros em 2023.

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, manifestou-se esta terça-feira confiante de que será possível alcançar um acordo em sede de concertação social sobre a evolução do salário mínimo para 2020.

Segundo a ministra, que está hoje em reuniões com os parceiros sociais, o objetivo da reunião de quarta-feira é chegar a acordo para o valor do salário mínimo em 2020.

“O nosso objetivo é de chegar aos 750 euros em 2023 e até lá faremos, ano a ano, a discussão e o debate daquilo que é o salário mínimo a cada ano. O objetivo da reunião de concertação social amanhã [quarta-feira] é o salário mínimo nacional para 2020”, disse à margem da reunião com a UGT num dia dedicado a apresentar cumprimentos às organizações sindicais e patronais com assento na Comissão Permanente de Concertação Social.

“Queremos rapidamente fixar e encerrar o salário mínimo nacional para 2020 para trabalhar em todas as outras matérias, desde a questão da conciliação da vida familiar e profissional a questão da valorização da formação profissional e valorização dos jovens qualificados”, acrescentou.

A discussão sobre o salário mínimo nacional será assim para a nova ministra “um primeiro passo” de um acordo “mais global sobre política de rendimentos”.

“Queremos rapidamente fixar e encerrar o salário mínimo nacional para 2020 para trabalhar em todas as outras matérias, desde a questão da conciliação da vida familiar e profissional a questão da valorização da formação profissional e valorização dos jovens qualificados”, acrescentou.

A ministra iniciou o programa de reuniões de apresentação de cumprimentos na sede da UGT, seguindo depois para a CAP, CCP, CIP, CTP e CGTP, fazendo-se acompanhar pelos secretários de Estado Miguel Cabrita, Gabriel Bastos, Ana Sofia Antunes e Rita Cunha Mendes, que completam a equipa ministerial.

Em declarações aos jornalistas no final da primeira reunião, Ana Mendes Godinho afirmou que com as reuniões de hoje quer “dar sinal e valor à importância dos parceiros sociais e da concertação social”.

“Claramente teremos espaço para encontrar medidas e soluções que respondam aos desafios do país quer em termos de demografia quer em termos de assimetrias e desigualdades”, disse.

No final do encontro, o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, reafirmou também aos jornalistas a disponibilidade da central sindical para discutir em concertação social um acordo de médio prazo fixando patamares para o salário mínimo nacional, atualmente nos 600 euros, até à meta dos 800 euros em 2023, defendendo uma subida de 60 euros em 2020.

Carlos Silva quer, no entanto, que o executivo deixe a porta aberta para que a questão dos 750 euros não seja uma reta final ou ponto de chegada, manifestando-se uma vez mais disponível para uma evolução por “patamares” de 50 euros anuais até aos 800 euros em 2023.

“Mais ambição e melhores condições de vida para os trabalhadores, será essa a nota da UGT na reunião de amanhã [quarta-feira]”, salientou Carlos Silva, referindo que espera “não ficar sozinho do ponto de vista sindical na concertação social como tem acontecido nos últimos 30 anos”.

A UGT destacou também “o sinal positivo” dado pela ministra Ana Mendes Godinho de promover durante o dia de hoje reuniões com os parceiros.

“É um sinal positivo e a primeira vez que acontece desde que sou secretário-geral há seis anos”, disse.

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