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Novo Banco coloca PME como prioridade

António Ramalho, presidente do Novo Banco
António Ramalho, presidente do Novo Banco

Após a conclusão da venda à Lone Star, os responsáveis do banco prometem, em cartas a colaboradores e clientes, apoio às PME.

Concluída a venda do Novo Banco à Lone Star, os responsáveis do banco escreveram a clientes e a colaboradores definindo as prioridades para a instituição. “O Novo Banco vai-se concentrar no apoio às pequenas e médias empresas, o principal motor de crescimento de Portugal”, refere o documento assinado pelo presidente, Byron Haynes, e pelo CEO, António Ramalho.

O banco garante que “o apoio ao dinamismo da economia portuguesa passará também pelo lançamento de produtos e serviços inovadores para empresas e particulares”. A entidade mostra ainda otimismo sobre a economia nacional. “Estamos entusiasmados com o futuro da economia portuguesa e do Novo Banco”, referem as cartas.

É ainda referido que “com a conclusão do processo de aquisição, trabalharemos em conjunto para garantir que o Novo Banco se torna um pilar mais sólido, mais estável, focado no mercado interno do sistema bancário português, com o capital, os recursos e a experiência necessários para assegurar a sua confiança e contribuir para o seu sucesso e crescimento”.

Mais de três anos depois da resolução do BES, a venda de 75% do Novo Banco foi concluída esta quarta-feira, sendo que o Fundo de Resolução ainda está exposto a alguns dos riscos relacionados com este banco, ficando com 25% do capital e herdando eventuais custos de litigância em processos relacionados com a resolução do banco.

A operação permitiu um reforço de capital de 750 milhões de euros, subscrito pela Nani Holdings. Nas cartas a clientes e colaboradores, é referido que “através desta operação de venda e do processo de recapitalização, a posição de capital do banco melhorou significativamente. Hoje, o Novo Banco é uma instituição financeira sólida e bem capitalizada, posicionada para apoiar os seus clientes”.

Até final do ano, a Lone Star promete injetar mais 250 milhões de euros no Novo Banco. E, por imposição de Bruxelas, o banco terá ainda de realizar uma emissão de dívida Tier 2 no valor de 400 milhões de euros no próximo ano que, caso as condições de mercado não sejam favoráveis, terá tomada firme por parte do Fundo de Resolução.

Além da emissão de dívida, o Novo Banco terá também de prosseguir com o plano de reestruturação acordado com a Comissão Europeia que prevê o foco nas atividades core e que metas restritas de eficiência. Para os analistas da CreditSights, isto significa “presumivelmente, planos adicionais de desinvestimento e de downsizing”.

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