Novo consumidor só aceita bons negócios

Saldos começaram hoje
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Há em Portugal um novo “consumidor inteligente”, que
“tende a comprar mais barato, ou com a melhor relação
preço/função” e só escolhe marcas mais caras quando
identifica um valor claro para si, de acordo com o estudo “O
novo consumidor 2012”, que a Kantar Worldpanel apresentou ontem.

“Isso quer dizer que pode comprar a opção mais barata numa
categoria a marca mais cara noutra categoria ou área de consumo”,
frisa a Kantar, referindo que “a classe social deixa de ser
fator de diferenciação” e que este perfil representa 57% do
total de lares, claramente a categoria mais significativa.

“Cada vez mais, o consumidor quer fazer bons negócios e vai
ocupar uma parte do seu tempo – e carteira – a procurá-los,
nomeadamente os low cost. Ele quer mais por menos. Esse consumidor é
capaz, no entanto, de escolher um restaurante de luxo para uma noite
romântica e varre a oferta intermédia. É o consumidor camaleão”,
explica Pedro Barbosa, professor de Marketing e autor do livro
“Harvard Trends”.

Compra-se menos e gasta-se mais: é este o novo perfil de consumo
em Portugal. Em 2011, os portugueses gastaram mais 1,3% mas compraram
menos 0,4%, refletindo a redução do rendimento disponível e o
aumento dos preços.

De acordo com o estudo “O novo consumidor 2012”, que a
Kantar Worldpanel apresentou ontem, os portugueses vão mais vezes às
compras mas levam cestos mais pequenos e de menor valor de cada vez
(-2,5%). O peso da comida no total dos gastos subiu para 65%, embora
alguns itens tenham sofrido com a crise – por exemplo, os iogurtes
funcionais, a água com gás, o vinho, o pão fresco e a manteiga. Em
contrapartida, subiram as conservas, a carne congelada, o pão
industrial e o Iced Tea.

A crise também levou os consumidores a concentrarem-se mais nos
hiper e supermercados em detrimento dos estabelecimentos
tradicionais; em 2011, os hiper e supers alcançaram 68,4% de quota,
enquanto as lojas tradicionais se ficaram pelos 15,2%.

Outro dado interessante revelado pelo estudo é a subida de 5,4%
nas refeições pronto-a-comer (takeaway). Esta foi, de facto, a
única área com crescimento significativo em 2011 e teve especial
incidência em Lisboa.

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