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Novo passe para o Tâmega e Sousa arranca em maio

Amanhã é o último dia para os municípios dizerem como vão aplicar a redução tarifária nos transportes. Fotografia: Octávio Passos/Global Imagens
Amanhã é o último dia para os municípios dizerem como vão aplicar a redução tarifária nos transportes. Fotografia: Octávio Passos/Global Imagens

Em Braga, os novos títulos vão ter descontos entre 10 % e 15 %, mas está afastada a ligação à região do Porto

Os habitantes da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa vão beneficiar de passes mais baratos apenas a partir de 1 de maio. Esta CIM já fechou a proposta de adesão ao Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART), mas só tem condições para reduzir os preços um mês depois do arranque, a 1 de abril, da iniciativa do Governo, que financia a redução dos passes intermodais nas áreas metropolitanas e comunidades intermunicipais.

Os preços dos passes multimodais no Tâmega e Sousa serão iguais aos dos novos títulos de transportes da Área Metropolitana do Porto (AMP) e Área Metropolitana de Lisboa (AML): 30€ para viagens dentro dos concelhos e 40€ para viagens entre municípios da CIM. Haverá ainda um passe multimodal de 40€ que dará ligação à AMP, anunciou ao Dinheiro Vivo o primeiro-secretário da CIM do Tâmega e Sousa, Telmo Pinto.

“Reconhecemos que é uma proposta bastante ambiciosa para a nossa região, tendo em conta que temos, além da CP, cinco operadores rodoviários e há poucos dados sobre o número dos utentes nos autocarros”, admite o dirigente.

A CIM do Tâmega e Sousa integra os concelhos de Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Penafiel e Resende.

Preços fazem a diferença
O programa PART vai permitir uma redução significativa do preço dos transportes públicos nesta região. Nos autocarros, o passe social entre Penafiel e o Porto passará a custar 40€, menos de metade dos atuais 90€. Quem anda de comboio também vai sentir a diferença: os utentes vão pagar metade do preço na assinatura mensal entre Marco de Canaveses e Porto-Campanhã, que custa 80€.

Leia mais: Lisboa recebe 73 milhões de euros para financiar passe único. Porto recebe 15

Os munícipes da região também vão pagar menos nos transportes públicos mesmo que não os usem todos os dias, com uma redução de 50% sobre o preço da bilheteira nos módulos de 10 viagens, adianta Telmo Pinto. De fora fica, para já, a isenção nos passes para crianças até 12 anos, como em Lisboa.

A CIM do Tâmega e Sousa vai reduzir os passes porque irá receber uma comparticipação do Estado de 1,8 milhões de euros ao abrigo do programa PART. É a comunidade intermunicipal com maior apoio do Fundo Ambiental. Os municípios desta região terão de dar este ano 45 243€.

Braga sem ligação
Na CIM do Cávado, há três autoridades de transportes entre os seis concelhos. “Em Braga, haverá uma redução entre 10 % e 15 % no preço dos passes”, adianta Ricardo Rio, o líder da CIM que integra os concelhos de Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Terras de Bouro e Vila Verde. A redução dos preços irá estender-se aos restantes municípios.

Leia mais: Passe único: Governo espera mais 10% de procura mas pode haver falta de oferta

Não haverá, contudo, um título de transporte com preços reduzidos para as ligações entre esta CIM e o Porto, embora o autarca ressalve estar empenhado “em trabalhar nesta matéria com a CP”. A CIM do Cávado vai beneficiar de 1,56 milhões de euros do Fundo Ambiental. Os municípios terão de desembolsar 39 716€.

Porto e Lisboa em diferentes velocidades
O Programa de Apoio à Redução Tarifária arranca a 1 de abril, mas as duas maiores cidades portuguesas estão em diferentes velocidades.

Na Área Metropolitana de Lisboa, os novos passes começam a ser vendidos dia 26 e vão custar 30 euros (título municipal) ou 40 euros (passe intermunicipal). Haverá ainda um passe para as famílias, que custa 80 euros, mas que só ficará disponível dia 1 de maio para os concelhos desta área metropolitana. No Norte, o Conselho Metropolitano do Porto vai reunir-se amanhã pelas 10 horas para debater a proposta de alargamento de zonas do Andante, o sistema de bilhética de transportes da região.

As áreas metropolitanas e comunidades intermunicipais têm de comunicar até amanhã como vão aplicar o programa PART.

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