IRS

Número de famílias portuguesas muito ricas aumenta 15%

Fotografia: REUTERS/Leonhard Foeger
Fotografia: REUTERS/Leonhard Foeger

Os agregados familiares com rendimentos nos últimos escalões do IRS são os que mais contribuem para a receita, e em 2017 ultrapassavam os três mil.

Em 2017 existiam 3.217 agregados no último escalão de rendimento bruto, ou seja, ganhavam mais de 250 mil euros por ano. Representam uma pequena parcela do total das famílias portuguesas, apenas 0,06% dos 5,1 milhões de agregados que entregaram declaração. De acordo com os dados estatísticos divulgados pela Autoridade Tributária (AT), registou-se um crescimento superior a 15% face a 2016.

Mesmo assim, o número de famílias consideradas muito ricas ainda está longe dos valores pré-crise financeira mundial. Os dados disponibilizados pela AT vão até 2005 e foi em 2007 que se atingiu o pico do número de agregados no último escalão (4.055). Depois foi sempre a cair, com as famílias de mais altos rendimentos a “desaparecerem” até 2014, ano em que voltaram a subir.

Se juntarmos o escalão de rendimento imediatamente anterior (quem ganha entre 100.000 e 250.000 euros por ano) estamos a falar de 44.149 famílias, que representam menos de 1% dos agregados.

Mas apesar de representarem uma pequena parte, estas famílias foram responsáveis por mais de 20% da receita de IRS, em 2017. Tomando os agregados que estão nos últimos quatro escalões de rendimento bruto (entre os 40.000 e mais de 250.000), então estes contribuintes alimentam mais de 61% da receita deste imposto.

As taxas efetivas de tributação bruta nos dois últimos escalões de rendimento aumentaram em 2017 face ao ano anterior. Para os agregados com rendimentos superiores a 250 mil euros, a taxa foi de 46,6%, subiu meio ponto. No escalão anterior foi de 34%.

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