Número de portugueses que desiste de ir de férias cresce 400%

Passos Coelho
Passos Coelho

Cerca de 40% dos portugueses inquiridos numa sondagem da Comissão
Europeia diz que não irá de férias este ano. Principal razão: não tem
dinheiro para isso. Há cerca de um ano atrás, a proporção era de apenas
7,7%.

Ou seja, em termos absolutos há cinco vezes mais pessoas (mais 400%) que cancelaram
planos de férias. Do universo de respostas, 400 pessoas disseram que não terão planos de férias; há um ano era 78 casos.

Atualmente, Portugal lidera este indicador no grupo dos 27 países da
União Europeia, ultrapassando até a Grécia (35% diz que não irá de
férias).

De acordo com o Eurobarómetro hoje apresentado, relativo a entrevistas conduzidas em Janeiro, cerca de 40% dos 1001 inquiridos portugueses responderam que não planeiam ir de férias este ano. Apenas os inquiridos turcos lideram nestes planos (de não passar férias), mas não estão na União Europeia.

Nos países nórdicos, como sempre, a realidade é a oposta: “em quase todos os países, a maioria dos inquiridos disse que estava a planear ir the férias” em 2012. As proporções mais elevadas acontecem na Dinamarca (89%), Finlândia (89%), Alemanha (87%), Noruega (87%) e Áustria (86%).

O barómetro conduzido em Fevereiro de 2011, antes de Portugal se submeter ao plano de ajustamento da troika, mostrava uma realidade bem diferente: apenas 7,7% de 1007 entrevistados admitiam não ir de férias nesse ano. Mas havia já sinais de contenção: os portugueses já eram o terceiro maior grupo a escolher o próprio país para tirar férias (58% do total), a seguir aos gregos (68%) e aos italianos (63%).

Nessa altura, os romenos (21% do total de inquiridos) e os húngaros (18%) eram os que mais desmobilizavam dos planos de férias desse ano.

Agora, mostra a pesquisa da Comissão, a situação é de cada vez maior pessimismo.

A principal razão para não ir de férias em 2011 foi financeira. Cerca de 60% dos portugueses ouvidos confirmaram-no. a média de UE está em 45%.

Relativamente a este ano, a “atual situação económica” foi a grande razão subjacente que fez abortar as férias: 40% no caso de Portugal, 18% na UE.

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