Nuno Magalhães recusa-se a comentar novos aumentos de impostos

Nuno Magalhães
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O líder parlamentar do CDS-PP escusou-se hoje a comentar novos aumentos de impostos, argumentando que a proposta orçamental está por concluir e que não quer “criar ruído” em torno de um Orçamento “muitíssimo exigente e muitíssimo difícil”.

“Tudo o que possa contribuir para criar ruído à volta do Orçamento que será necessariamente muitíssimo exigente e muitíssimo difícil, acho não ajuda em nada os esforços dos portugueses, portanto, não contribuirei com nada para essa matéria”, argumentou o líder parlamentar democrata-cristão, Nuno Magalhães.

O presidente da bancada do CDS sublinhou que “o processo orçamental nem sequer está iniciado” e que não pode comentar uma proposta de Orçamento que não conhece.

“Não conheço porque não devo conhecer, porque não faço parte do Governo e mesmo que fizesse não podia conhecer porque ela não está concluída”, justificou.

“É uma matéria que ainda está a ser discutida no Governo, num Governo que o CDS apoia, e é nessa sede que qualquer discussão terá que ser feita”, disse.

Nuno Magalhães falava à margem de uma conferência de imprensa conjunta com o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, para a apresentação de um projeto de lei de alteração à lei do financiamento dos partidos e das campanhas eleitorais.

O primeiro-ministro anunciou na segunda-feira que o Governo está a preparar uma proposta de aumento de impostos, incluindo o IRS, para compensar a devolução parcial dos subsídios de Natal e de férias retirados ao setor público e pensionistas, a incluir no Orçamento do Estado para o próximo ano.

Em declarações aos jornalistas, à saída de uma reunião da Comissão Permanente de Concertação Social, em Lisboa, Passos Coelho afirmou que “o IRS será o imposto privilegiado para o fazer”, mas adiantou que “a tributação sobre o capital e sobre o património” poderão também “ajudar a fazer esta compensação”.

Segundo o primeiro-ministro, esta proposta está a ser trabalhada pelo Governo como alternativa às alterações à Taxa Social Única (TSU), medida que considerou ter sido “mal entendida” e ter visto os seus propósitos “subvertidos”.

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