Vodafone IoT Conference

O futuro é incrível e está na internet das coisas

A primeira grande conferência sobre IoT em Portugal estimulou um debate que pode tornar-se um desígnio nacional.

Os grandes desafios que aí vêm com a massificação da internet das coisas também representam uma oportunidade única de mudar o tecido económico e a estrutura da sociedade. Estamos a viver um momento decisivo com repercussões duradouras num futuro que se quer transparente, colaborativo e mais equilibrado. Que papel terão Portugal e a Europa nesta revolução? Segundo os oradores que participaram a 28 de fevereiro em Lisboa na primeira grande conferência sobre internet das coisas em Portugal, Vodafone IoT Conference, será um papel potencialmente decisivo. Este é momento em que empresas e governos devem começar a falar para solidificar o ecossistema sobre o qual assentará a revolução tecnológica.

“O futuro é exponencial, combinatório, convergente”, declarou Gerd Leonhard, um dos principais oradores da conferência. “Essa é a mentalidade de que precisamos para o futuro.” O visionário elogiou os bons exemplos portugueses que foram descritos nos painéis de discussão. “Seria uma boa ideia Portugal tentar ser um hub de inovação”, afirmou, à margem do evento.
Essa foi uma temática transversal às apresentações e algo em que o CEO da Vodafone Portugal, Mário Vaz, insistiu na sua intervenção de abertura. “Portugal tem capacidade para se destacar neste ecossistema”, afirmou, referindo que a subsidiária portuguesa da operadora está empenhada em ajudar a economia portuguesa a ter sucesso na “sociedade gigabit.”

Em paralelo com o novo léxico global anglo–saxónico que está a emergir, desde machine learning e blockchain a Big Data, Mário Vaz disse esperar que IoT em português possa ser traduzida por “incremento, otimização e transformação.”

Isso mesmo ficou patente nos projetos portugueses que foram levados ao palco do Pátio da Galé. O painel de indústria contou com o diretor-geral da Elis, José Mendes Leal, o CEO da CardioID, André Lourenço, e o cofundador da ThinkDigital, Nuno Ferreira, a quem se juntou o futurista Gerd Leonhard. O debate foi moderado pela diretora do Dinheiro Vivo, Rosália Amorim, e debruçou-se não apenas sobre os contornos técnicos dos projetos em aplicação na indústria em Portugal mas também sobre questões globais como a cibersegurança e o estado do mercado.
Na vertente do retalho, o visionário Rudy de Waele debateu novas dinâmicas com Cristóvão Cleto, CEO da Crossing Answers, Sérgio Magalhães, do Digital Transformation Office do Millennium BCP, e Filipe Lopes, Wireless Tech Lead da Cisco Portugal, numa conversa conduzida pelo subdiretor da TSF Anselmo Crespo. “Quando falamos da IoT falamos de um futuro que é incrível mas de um presente já hoje”, disse Mário Vaz. “É uma prioridade da agenda digital.”

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