O que estão a fazer as empresas contra a crise

20 gestores respondem a duas perguntas-chave: 1. De que forma está a sua empresa a contribuir para o relançamento da economia? 2. Quais são as medidas a implementar para relançar o negócio?

Javier Palacios, Marketing Director da OPPO Mobile España & Portugal

1. A nossa visão consiste na procura constante pela inovação em benefício do bem-estar do ser humano, mais conectado e sustentável. Sempre a pensar no consumidor e, neste caso, português, a OPPO quer trazer para o mercado os melhores produtos (com por exemplo, tecnologia 5G e carregamento rápido SuperVOOC) e acessíveis a todos os consumidores (desde smartphones de gama de entrada até aos mais premium).

2. No nosso caso não se trata de um relançamento, mas sim de um lançamento. A OPPO está a construir uma equipa local para estar mais perto das necessidades do negócio e trabalhar com parceiros comerciais locais. Sabemos que o consumidor português é exigente e a OPPO irá continuar a apostar no desenvolvimento de equipamentos inovadoras que acompanhem o ritmo de vida dos utilizadores.

Sofia Tenreiro, administradora da Área Comercial da Galp

1. Apesar do contexto difícil e das incertezas do mercado, a Galp lançou novos produtos e serviços, reforçou as suas infraestruturas de mobilidade elétrica e manteve a execução dos planos estratégicos e de investimento com foco na transição energética. O ano de 2021 não será diferente. Portugal pode contar connosco.

2. Mesmo nos picos da pandemia, o negócio da Galp manteve-se a funcionar de forma a manter as necessidades de energia dos portugueses e da economia. As medidas adicionais foram implementadas em função das novas necessidades dos clientes, sendo flagrante o reforço da digitalização do negócio. Os pagamentos contactless ou parcerias com a Uber Eats ou Glovo são exemplos disso.

Sérgio Carvalho, Diretor de Marketing e Clientes da Fidelidade

1. A Fidelidade está a contribuir para a sustentabilidade do país e por isso adotámos uma longa lista de medidas para mitigar os efeitos deste período apoiando famílias e empresas. Continuamos ao lado dos fornecedores, parceiros de negócio e dos nossos mais de 2,3 milhões de clientes em Portugal; estamos a investir em produtos que são prova da confiança no nosso país, a incentivar o empreendedorismo e a apoiar a cultura.

2. Continuar a inovar para proporcionar a cada cliente a melhor experiência. Desenvolver soluções inovadoras; ter um serviço omnicanal de excelência, sempre prestado com humanismo.

Pedro Castro e Almeida, CEO do Santander Portugal

1. O Santander tem estado, desde o início da pandemia, na linha da frente no apoio às famílias e empresas portuguesas, tendo sido um dos primeiros Bancos a implementar as moratórias, com um processo de adesão ágil e conveniente, e um dos líderes nas Linhas de Apoio à Economia, além do apoio recorrente aos nossos clientes no âmbito da nossa atividade. Em 2020, já concedemos 2 mil milhões de euros de créditos em termos líquidos e disponibilizámos moratórias a cerca de 90 mil clientes num montante de 9 mil milhões de euros.

2. Iremos continuar a investir na transformação digital, de forma a prestar um serviço cada vez mais próximo, personalizado e eficiente aos nossos clientes. E continuaremos a financiar a economia, colocando a fortaleza do nosso balanço ao serviço das pessoas e das empresas de Portugal.

Ricardo Parreira, CEO da PHC Software

1. Decidimos não despedir ninguém por causa da crise, reduzindo a dimensão da crise social e mantendo a PHC na máxima força. Temos também ajudado as empresas a manter a sua competitividade, com o nosso software a responder às alterações legais do contexto de pandemia e uma página online com que boas práticas as empresas podem adotar em trabalho remoto, e-commerce, vendas, etc.

2. Digitalizar é a palavra de ordem para relançar a economia. Será necessário que as empresas tenham software adequado para trabalhar em qualquer lugar, aproveitar novos modelos de negócio e ter maior produtividade. Quando a crise passar, teremos de ser as empresas preparadas para uma nova era da gestão.

Vítor Poças, Presidente da AIMMP, Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal

Para além da atividade associativa corrente, já em 2019, a AIMMP apresentou e viu aprovados projetos financiados pela UE para execução de ações aderentes às necessidades do setor, designadamente com o financiamento à melhoria da maturidade da indústria 4.0, forte aceleração do marketing digital, inovação e desenvolvimento em temas técnicos específicos na área das madeiras e aproveitamento dos recursos florestais, aproveitamento das ferramentas da propriedade industrial, estudo e lançamento da economia circular, melhoria da relação com as instituições financeiras e das condições de financiamento, melhoria da imagem e da atratividade do setor de forma a reter talentos, a formação contínua, a certificação voluntária de produtos e o financiamento de ações de promoção internacional.

José António Lopes, AD QUADRATUM

1. Em tempos de incerteza, parece importante o foco em duas ideias fundamentais: Resiliência e capital humano. No nosso caso, a vocação de há muito na responsabilidade com o 3.º Setor e para com a economia social tem-nos motivado às mais diversas colaborações ativas, na melhoria das condições estruturais junto de instituições que promovem cada vez mais e melhores respostas. Também junto da indústria, tão abalada pelo contexto sanitário que atravessamos, temos conseguido oferecer respostas mais em linha com os desafios e as oportunidades que identificamos. Resiliência é, por si só, motor.

2. Julgo que todos devemos continuar a investir em parcerias, nos mais diversos formatos de colaboração. Especialização e formação são componentes base desta consciência colaborativa. Continuaremos a investir na prestação de consultorias e acompanhamento sensível de clientes, sempre numa postura de pró-atividade face aos desafios emergentes.

Isabel Martins, Essência

1. A Comunicação é uma das mais poderosas ferramentas para se relançar a economia. Se esta afirmação já era verdade antes desta terrível pandemia - que nos obrigou a repensar o nosso posicionamento em todas as nossas dimensões - é agora ainda mais! Urge continuar a produzir Valor e a comunicá-lo. Agora de formas ainda mais inventivas e mais eficazes. Não podemos parar, exigem-se novos paradigmas para os nossos negócios para que possamos continuar a sustentar as famílias que deles dependem. Cabe-nos encontrar soluções para não acrescentar à crise de saúde, uma crise económica. A Comunicação tem de ajudar as marcas a continuarem presentes no mercado! A bem da saúde da economia.

2. Essencialmente a revisão dos Planos de Comunicação da nossa marca e da dos nossos parceiros. Tivemos de desenhar novos, assumindo que tudo o que estava previsto em termos de Comunicação offline gerasse Valor, mas agora no online. Todo o esforço comunicacional teve de ser canalizado para a inovação nos processos e nos meios. O grande desafio de Comunicar 99% no online, sem perder o contacto com o público, fidelizando-o ainda mais.

Marta Almeida, Diretora Coordenadora Nacional da DS Crédito

1. Relançar a economia pressupõe que as famílias portuguesas tenham estabilidade económica, social e financeira, e é neste contexto que a DS CRÉDITO pode ter um contributo importante. A nossa missão está assente em 2 pilares: ter um serviço gratuito que ajude a população a poupar e a fazer melhores opções em termos de crédito bancário e, por outro lado, somos uma marca que representa um projeto que cria novas oportunidades de trabalho, através do investimento numa agência da nossa rede. Atualmente já somamos cerca de 65 agências localizadas em todo o país. Hoje, os nossos mais de 300 colaboradores ajudam as famílias a ultrapassar este momento difícil, prestando-lhes um aconselhamento que lhes permite ter as prestações de crédito mais baixas disponíveis no mercado e adaptadas a cada caso, bem como ajudando na transferência de créditos se for essa a melhor solução.

2. A DS CRÉDITO tem estado a crescer em contraciclo. A capacidade de adaptação da nossa rede de agências é notável e, rapidamente o serviço que prestamos à população de forma presencial, com todas as medidas de higiene e segurança, passou a estar também disponível remotamente. Ao contrário do que era esperado, continuámos a alargar a rede e a inaugurar agências, a crescer em faturação, a contratar mais pessoas e a aconselhar cada vez mais clientes. Com uma política de expansão bem delineada, mesmo num ano atípico, a nossa marca continua a fazer a diferença no dia-a-dia dos portugueses que pedem aconselhamento e que encontram no nosso serviço uma poupança significativa no seu orçamento familiar e uma empresa que aposta no empreendedorismo, permitindo-lhes ter um negócio próprio e/ou um emprego que pode ser bastante atrativo.

Miguel Checa, CEO da Goldenergy

1. A Goldenergy, comercializa energia 100% verde ao preço mais justo do mercado e este é o nosso grande contributo: possibilitar que os portugueses tenham em suas casas eletricidade amiga do ambiente e da sustentabilidade económica, já que poupando nos custos da energia, as famílias têm mais dinheiro disponível para outro tipo de consumos que ajudam a fortalecer setores vitais para a economia nacional. Por outro lado, a Goldenergy, mesmo na atual situação pandémica, deu e continua a dar um forte contributo ao emprego, tendo aumentado o número de contratações face ao ano 2019, num total de 19 novos colaboradores de 5 nacionalidades diferentes. Adicionalmente, a Goldenergy irá entrar no novo ano 2021 na procura de novos talentos para as áreas operacionais, comerciais, de marketing, financeiro e IT. Mantemos uma forte aposta nas pessoas, nos nossos colaboradores. Em 2020, fizemos aumentos salariais que rondaram, em média, mais 7%, e em 2021 são esperados aumentos também significativos, acima da média nacional. Para além disso, no próximo ano, manteremos um forte investimento em formação.

2. Estamos sobretudo a reforçar tudo o que seja melhorias na atenção ao cliente, quer através de uma aposta de 2 milhões de euros em digitalização, nomeadamente software e automação de processos, quer através do reforço da nossa rede de lojas para mais de 500 a nível nacional, o que se traduz num investimento de 1 milhão de euros e a geração significativa de empregos.

José Leitão, CEO da APCER

1. A APCER colocou a vasta experiência e o conhecimento que tem na realização de auditorias e na formação de profissionais, especialmente nas áreas da segurança e saúde no trabalho, ao serviço das organizações. Durante o mês de abril, reunimos um conjunto de especialistas que, tendo em conta as orientações das entidades competentes, desenvolveram o serviço COVID SAFE, que permite gerar confiança e superar este desafio com agilidade, criando condições para a recuperação das atividades das organizações. Foi a demonstração da nossa capacidade em inovar e desenvolver, de forma ágil e no momento certo, novas soluções para o mercado. Neste momento, a marca COVID SAFE é reconhecida, como um serviço de grande valor acrescentado.

2. Com o objetivo de garantir a continuidade na entrega dos nossos serviços com o mesmo rigor e qualidade, a APCER fez grandes mudanças. Aumentou a velocidade de ajuste da direção estratégica, tomando decisões importantes para a sustentabilidade das atividades, desenvolvendo uma eficiente gestão dos recursos. Uma agilidade que nos permitiu uma maior capacidade de inovar, tornando-nos mais resilientes a nível operacional e contribuindo para o crescimento e sustentabilidade do negócio.

Massimo Senatore, Diretor Geral da BMW Portugal

1. Nos primeiros 10 meses do ano, a BMW foi uma das marcas de automóveis que mais vendeu em Portugal, contando, para isso, com uma gama de produtos bem adaptados e uma rede de Concessionários muito focada no bem-estar dos Clientes. Ao longo deste ano, temos vindo também a apostar na digitalização do nosso negócio, de forma a acompanhar os nossos Clientes e as suas necessidades mais de perto.

2. Apesar do ano desafiante, a estratégia da BMW está focada na mobilidade elétrica que, apesar das circunstâncias, teve um crescimento exponencial em Portugal, contribuindo para o sucesso do nosso negócio.

António Tadeu, Itecons

1. A prestação de serviços do Itecons estende-se a mais de 500 empresas por ano, envolvendo atividades diversificadas que incluem a realização de ensaios, consultoria e apoio na marcação CE. Adicionalmente, o Itecons está envolvido na execução de dezenas de projetos de I&DT, essenciais para manter a competitividade do nosso tecido empresarial. Perante o cenário de pandemia, o Itecons adotou todas as medidas possíveis no sentido de continuar a responder às solicitações dos seus clientes, sem contudo deixar de garantir a segurança dos seus colaboradores.

2. Como Centro de Interface Tecnológico, a principal missão do Itecons é promover a inovação e a capacitação do tecido empresarial nacional. Compreende-se, por isso, que em períodos de maior incerteza económica, o papel do Itecons seja ainda mais relevante. Assim, para que o Itecons possa continuar a crescer e a prestar o melhor serviço possível, será essencial reforçar o desenvolvimento de novas competências de apoio à inovação empresarial e identificar oportunidades de investigação alinhadas com domínios temáticos passíveis de financiamento.

Miguel Simões, Diretor da Imperial Brands Portugal e Andorra

1. Na Imperial, não tivemos um único colaborador em lay-off nem substituímos dias de trabalho por dias de férias. Colocamos proteções nas lojas que vendem os nossos produtos. Conseguimos manter a atividade de vendas, quando os pontos de venda de tabaco estavam fechados. Cremos ter sido um exemplo.

2. O tabaco movimenta milhões de bens que passam pelas mãos das pessoas. Face às dúvidas sanitárias sobre o seu manuseamento, seria essencial uma maior flexibilidade na recolha dos maços, no final da validade - anual - do selo de comercialização. Ter de recolher milhares de maços parece-nos inoportuno

Paulo Portela, administrador da Vialsil

1. A atividade da Vialsil não foi afetada pela pandemia o que permitiu a sua atividade dentro da normalidade da situação o volume de negócios aumentou em 2020 em comparação com 2019. É certo que veio condicionar a atividade laboral dado que foi necessário despender mais meios de transporte, de proteção individual, alojamentos dos trabalhadores e lidar ainda mais com a burocracia o que nos obrigou a todos a ainda mais disponibilidade. Como na Vialsil os trabalhadores sempre estiveram no topo das nossas prioridades, só reforçamos a nossa política laboral.

2. Não houve necessidade de medidas de relançamento para o negócio da Vialsil. Implementamos, sim, todas as medidas exigidas pela Direção Geral de Saúde, e procedemos ao aumento de equipamento e de espaço nas instalações. No início da pandemia, em março 2020, toda a empresa parou quinze dias por nossa opção e no regresso ao trabalho, nas semanas subsequentes, tivemos o cuidado e todo um empenho da equipa de gestão da empresa para estar mais perto dos trabalhadores nas equipas de produção que andam no exterior, para lhes transmitir segurança e esclarecer todas as dúvidas que surgiam diariamente e, assim, estarmos ao lado de todos os trabalhadores. Temos a obrigação de dar sempre as melhores condições ao nosso maior património que são os nossos trabalhadores.

Bruno Borges, CEO da iServices

1. Temos vindo a abrir várias lojas de norte a sul do país, abrangendo diversas regiões. Em 2020 abrimos um total de sete novas lojas e vamos prosseguir com o nosso plano de expansão ao longo do próximo ano. Iremos abrir mais lojas e prevemos integrar mais de 50 novos técnicos nos nossos quadros de pessoal, até final de 2021.

2. Temos vindo a disponibilizar novos serviços de forma a nos adequarmos, cada vez mais, às atuais circunstâncias. Por exemplo: 1) disponibilizámos um serviço de recolhas e entregas gratuitas; 2) criámos um serviço próprio de estafetas; 3) integrámos no nosso catálogo, um conjunto de novos produtos alinhados com as tendências da procura por artigos de higiene, desinfeção e segurança contra o Covid-19; e 4) desenvolvemos um laboratório móvel, com uma carrinha que presta os serviços à porta dos nossos clientes, para que os mesmos evitem quaisquer deslocações.

Tiago Barroso, CEO da Everis Portugal

1. A Everis, an NTT DATA Company, é uma consultora multinacional no domínio das Tecnologias de Informação, que apoia as empresas e as organizações muito por via da transformação tecnológica e da transição para o digital. Somos também uma empresa fortemente comprometida com o talento e com o desenvolvimento das nossas pessoas. De forma sumária, podemos assim dizer que a Everis contribui certamente para o relançamento da economia através i) da aplicação de tecnologia e metodologias inovadoras na modernização das organizações de todos os setores de atividade e ii) da criação de postos de trabalho altamente qualificados, tanto pelo desenvolvimento do nosso negócio local, como do posicionamento interno, enquanto parte do Gupo NTT DATA, como exportadores de serviços especializados. Além disso, podemos dizer com muito orgulho, que, em todo este período, mantivemos abertas as contratações de novos profissionais e ativo o modelo interno de promoção e evolução de carreira das nossas pessoas.

2. A conjugação da confiança que sentimos dos nossos clientes neste período, com uma quebra pouco acentuada no investimento das empresas e organizações nas Tecnologias de Informação, permitiu-nos manter em níveis normais a dinâmica de negócio em abril e maio e, inclusive, em crescimento desde então. Isto é revelador de que o investimento na transformação tecnológica e na transição para o digital será seguramente um motor para a retoma económica. Apesar da condição de exceção do setor das TIC, observamos a realidade de outros setores bastante afetados pela pandemia com a noção de que todos temos um papel a desempenhar. Internamente na Everis assumimos junto de todos os colaboradores este sentimento de que estamos numa situação de algum privilégio e que neste sentido temos no presente uma obrigação acrescida em desenvolver a nossa atividade de forma sustentável e responsável do ponto de vista social, ambiental e financeiro.

José Miguel Leonardo, CEO da Randstad

1. A Randstad enquanto empresa líder na área de recursos humanos centralizou a sua atuação na segurança das pessoas, reconhecendo que estas são hoje um risco à continuidade do negócio, ao mesmo tempo que são também críticas para o sucesso. Neste sentido desenvolvemos um programa de suporte a empresas, clientes ou não, partilhando uma checklist de suporte à elaboração de planos de contingência por setores de atividade. Em relação aos colaboradores internos e externos temos em curso um programa de comunicação semanal que reforça as medidas de segurança mas também avalia os níveis de confiança e de conhecimento de protocolos.

2. Numa perspetiva mais comercial, adaptamos o nosso portfólio às necessidades do mercado, reconhecendo a importância de identificar previamente perfis críticos à continuidade do negócio para responder imediatamente a situações de quarentena ou de apoio à família. Lançamos a Randstad Risesmart, uma solução de outplacement que alia a tecnologia ao conhecimento dos consultores, inovando e acelerando o regresso ao mercado. Terminamos o ano com o pré lançamento de uma solução de recrutamento e seleção de quadros médios e superiores mas em contratação temporária, o interim management, reconhecendo as necessidades de flexibilidade das organizações.

Pedro Miguel Costa, CEO da Raclac

1. A RACLAC fez, ao longo de 2020, um esforço enorme para rápida e eficazmente, responder às solicitações e para poder contribuir para a salvaguarda da segurança dos profissionais de saúde e para o bem-estar dos Portugueses. Apesar dos inúmeros constrangimentos causados pela pandemia, a RACLAC trabalhou sempre e decidiu manter os investimentos a realizar em novas linhas de produção. Acreditamos que, assim, contribuímos para o relançamento da economia: gerando riqueza, criando emprego e promovendo o desenvolvimento.

2. As principais medidas em curso para desenvolver o negócio da RACLAC são essencialmente três: primeiro, continuar a fazer os investimentos necessários para que, em Portugal, a sua unidade industrial continue a produzir as melhores e mais seguras luvas do mundo! Depois, intensificar o processo de internacionalização com uma visão global do mercado e continuando a conquistar os mercados mais exigentes. Finalmente, desenvolvendo a sua equipa e promovendo relações ativas com clientes e com parceiros de negócio, que serão o garante de uma presença forte e sustentada nos mercados.

João Borrego, Solutions Engineering Director da Oracle Portugal

1. Partindo das soluções tecnológicas fortemente alavancadas na cloud que a Oracle possui, estamos a ajudar os nossos clientes a responderem aos requisitos do mercado e aos desafios trazidos pela pandemia. Criámos também programas de formação e certificação online de capacitação para colaboradores, clientes e parceiros, que incentivam as pessoas a manterem-se ativos valiosos.

2. O relançamento poderá passar pelos dados. Trabalhá-los de forma inteligente e com uma perspetiva totalmente disruptiva, será decisivo para criar áreas de negócio novas e para otimizar e melhorar os processos existentes.

Maria João Cortinhal, diretora da ISCTE Business School

1. O conhecimento científico detido pelo corpo docente da ISCTE Business School permite-nos impulsionar a economia e a sociedade através da adequação do ensino às necessidades do mercado, da investigação em temas emergentes, da promoção de debates e do aconselhamento público e empresarial.

2. Reforçar a aprendizagem assente na resolução de problemas e com forte componente tecnológica, criar programas inovadores com parceiros internacionais e apostar na formação ao longo da vida, com modelos online e/ou de carácter profissional, como o Mestrado em Gestão Aplicada, o primeiro do género em Portugal.

Luís Teodoro - CEO Softfinança

1. A conjuntura que atravessamos, tem-se caracterizado por uma grande incerteza e por um aumento de dificuldades na generalidade dos agentes económicos que acabam por nos afetar sempre no entanto, não podemos dizer que, diretamente, esta conjuntura nos tenha penalizado muito, revestindo-se porém o ano de 2021 de uma grande incerteza para nós, uma vez que não conseguimos antever o comportamento dos mercados em que estamos presentes. Não obstante esta situação, a SoftFinança manteve a sua política de investimento nos seus recursos humanos, continuando a promover a melhoria contínua das condições de trabalho e de remuneração dos seus colaboradores, que são quem mais contribui para o nosso desenvolvimento, a par com o incremento da nossa internacionalização, que contribui para o crescimento e diversificação da nossa atividade. A forte especialização e o desenvolvimento de novas soluções, a nossa presença em novos mercados, permitem-nos assegurar uma dinâmica de crescimento, com o aumento da nossa atividade, do investimento e a estabilidade que proporcionamos, sendo estes fatores fundamentais que contribuem para repor a confiança necessária na economia nacional para voltar a crescer. O setor das tecnologias de informação, tal como outros, são setores resilientes a esta conjuntura, que nos permitem manter elevados índices de notoriedade e reconhecimento internacional, podendo ser promotores de uma retoma do investimento e da exportação para além de já hoje serem uma fonte de captação do investimento internacional para Portugal, devendo-se continuar a promover o seu desenvolvimento, que poderia ser incentivado, para acelerar o relançamento da economia que tanto precisamos.

2. De uma forma geral, as empresas de IT não tiveram o impacto negativo que a generalidade das outras atividades económicas teve, pelo que o nosso esforço de relançar o negócio é mais orientado ao reposicionamento da nossa oferta procurando ir ao encontro das novas solicitações que esta "nova" normalidade nos oferece. Aumentar a nossa comunicação em novas formatos, permitindo que um grupo de clientes mais alargado conheça as nossas soluções da SoftFinança, nomeadamente na área dos pagamentos com especial destaque no mobile payments e na área do Store Digital Expeirence onde as nossas soluções de acolhimento de clientes e encaminhamento são agora a solução mais indicada para acomodar as novas exigências proporcionando uma experiência de utilização agradável e segura para os clientes. É neste sentido que temos intensificado a nossa presença nos formatos digitais de comunicação e interação com o mercado, que se tem traduzido no crescimento de contactos e oportunidades.

Paulo Silva, Head of Country da Savills Portugal

1. A Savills está a contribuir para o relançamento da economia através de uma incansável atitude pró-ativa de toda a equipa, que não se escuda na conjuntura que vivemos para justificar a dificuldade na obtenção de resultados. O nosso Talento cresceu ao longo destes meses através da contratação de mais colaboradores para dar resposta ao intenso trabalho que nos tem vindo a ser solicitado.

2. Circunscrevendo a resposta à nossa intervenção no seio das nossas empresas diria que a principal medida passa pela tomada de consciência de que uma das principais responsabilidades de liderança que se nos coloca é a de ser curadores, na medida em que estamos a viver uma conjuntura impar num quadro de grande incerteza e restrições, que se tem vindo a prolongar e ainda com fim incerto, com consequências ao nível do equilíbrio emocional dos nossos stakeholders.

Ricardo Mariano, Diretor Geral da Timing

1. A Timing desde o primeiro dia de pandemia que se comprometeu a não reduzir a equipa. Mantivemos também o plano de aquisição de espaços para as nossas delegações sem qualquer alteração e, no âmbito da renovação e requalificação de competências, desde abril que fornecemos gratuitamente 9 formações online em direto, onde participaram cerca de 800 pessoas.

2. Estamos a dar ainda mais atenção à transformação digital e à automatização de processos que já tínhamos em curso, o que por si só são impulsionadores de mudanças no trabalho e na forma como o conhecemos. Temos planeado para 2021 a abertura de novas delegações na zona centro e norte de Portugal, a entrada em novos setores como o da Saúde e o aumento do volume de negócios com clientes em França, Suíça e Alemanha.

Vera Costa Pereira, CEO e fundadora da Business Avenue

1. Quando a Business Avenue nasceu sabíamos à partida que a massa crítica empresarial em Portugal são Micro e PME tradicionais, cerca de 95% do mercado, e que são elas as responsáveis por gerar a maioria dos postos de trabalho. Tínhamos também a consciência que a instabilidade financeira das empresas portuguesas provoca uma deflação na economia do país. Assim, ao invés de apoiar as grandes empresas ou startups já com investimento (os restantes 5%), a Business Avenue foca-se em estabilizar, sustentar e acelerar o crescimento dos que realmente podem fazer a diferença. Reescrever o futuro é ter uma estratégia.

2. O mais importante é analisar o cliente, perceber o seu processo e padrões de consumo. Após essa análise, construir uma estratégia otimizada e focada em colmatar as potenciais frustrações nesse processo. Um empresário não pode ser apaixonado pelo negócio ou empresa, mas sim pela resolução dos desafios que os seus clientes têm e acompanhá-los nas tendências e flutuações do mercado. No fundo, estamos a falar de "ouvir" o cliente antes de qualquer aplicação operacional.

José Pedro Farinha, administrador da BTOC

1. Sempre foi objetivo e missão contribuir com informação útil para o suporte à decisão. Apoiámos todos os clientes com consultoria de descomplicação à legislação relacionada com a pandemia, concedemos descontos nos nossos serviços, organizámos várias sessões de esclarecimento e apoiámos várias instituições no esclarecimento aos seus associados, clientes e fornecedores. Hoje, o nosso foco passa pela alerta de todos os mecanismos existentes para que o empresário reinvente o seu negócio, M&A, incentivos, novos modelos de negócio, destacamos o Webinar onde se debateram várias soluções.

2. A BTOC comemora 10 anos com imenso orgulho do seu percurso. A fusão com a Viseeon Internacional, vem confirmar o inevitável: o crescimento e a consolidação dos negócios passam pela maturidade e abertura de horizonte, aceitando que juntos somos mais fortes, criando sinergias e exponenciando as capacidades. O objetivo agora é acrescentar mais valor aos clientes, democratizar o acesso à tecnologia e à inovação na profissão. Estamos convictos que iremos alargar a nossa rede nacional e internacional, através de empreendedores qualificados, independentes e próximos dos clientes, partilhando e cooperando na criação de conhecimento, tecnicidade e inovação para a profissão.

João Sàágua, Reitor da Universidade NOVA de Lisboa

1. Através da formação de competências essenciais no séc. XXI, mais ainda na "era pós-covid": inteligência artificial, data science e sustentabilidade, desde a descarbonização ao combate às desigualdades; e um ambicioso conjunto de projetos colaborativos com empresas portuguesas, da agricultura à bioeconomia, que apoiam a sua capacitação e competitividade internacional.

2. A missão da NOVA é servir a sociedade através do conhecimento. Estamos focados em melhorar a qualidade da sala de aula presencial, através da Technology-Enhanced Learning, a "sala de aula digital" ao serviço da relação humana e não o contrário. Quanto à produção de novo conhecimento e inovação, apostámos em agendas colaborativas com entidades empresariais, públicas e sociais.

Luís Urmal Carrasqueira, diretor-Geral da SAP Portugal

1. A SAP tem como propósito ajudar as empresas a inovar com mais rapidez e a torná-las mais ágeis, resilientes e competitivas; através da transformação dos modelos e processos de negócio - desde a entrada num novo mercado ou na introdução de um novo produto, até à gestão da cadeia de abastecimento. Para tal, alavancamos a nossa vasta oferta, de acordo com as necessidades de cada cliente, para criação de valor e proporcionar mais eficiência e condições para o sucesso de cada negócio. Destaque-se também, e de modo a acelerar a saída da pandemia, a SAP lançou um centro de colaboração de vacinas que vem ajudar governos e indústria das ciências da vida a coordenar e implementar os seus programas de vacinação em massa.

2. Reagindo de forma rápida à mudança da procura nos mercados, imposta pela pandemia, a nossa estratégia evoluiu sob dois eixos principais. O primeiro prende-se com a aceleração da transição dos nossos clientes para o modelo de consumo de software e tecnologia baseado na cloud, por via de investimentos adicionais na modernização da nossa infraestrutura e entrega de soluções. O segundo eixo, que pressupõe o desenvolvimento de novos fluxos de receita e potencial de crescimento, passa pela disponibilização de soluções verticais na cloud (Industry Cloud) para impulsionar os negócios nos seus setores de atividade e; pelo programa Climate 21, que visa dotar as empresas de soluções para otimização da utilização dos recursos ambientais e gestão da pegada de carbono.

Joaquim Bernardo, presidente do PO CH - Programa Operacional Capital Humano

1. Como sabemos, a qualificação constitui uma das principais bases de desenvolvimento de uma sociedade e a sua influência lê-se diretamente nos principais indicadores que mensuram os níveis de desenvolvimento de uma sociedade. Quanto menos qualificação tiver uma população, menores serão as possibilidades de progredir económica e socialmente e, numa economia como aquela em que se vive, as desigualdades formativas colocam qualquer sociedade numa posição muito vulnerável, desde logo os menos qualificados e, no coletivo, uma vulnerabilidade acrescida perante as mudanças. Por isso, focarmo-nos em mitigar os baixos níveis de qualificações na economia portuguesa face à média dos países mais desenvolvidos, apesar dos progressos enormes realizados pelo país neste domínio, significa ter de superar o ritmo de crescimento de outros países, assegurando também o fator mobilidade dos trabalhadores. Uma população qualificada tem possibilidades acrescidas no contexto da Europa a 27 e o PO CH atua precisamente no combate a essas desigualdades.
Com o apoio do Fundo Social Europeu (FSE), o PO CH tem vindo a promover, desde 2014, o investimento na qualificação através das ofertas de dupla certificação quer na perspetiva de formação inicial de nível secundário e superior, abrangendo os segmentos mais jovens da nossa população, quer na perspetiva de aprendizagem ao longo da vida, dirigida para a população adulta.
Como formação inicial, os cursos de dupla certificação são uma via de ensino com provas dadas, absolutamente imprescindível no combate ao abandono escolar precoce, em que Portugal fez grandes progressos na última década, com uma descida notável da taxa de 34,9% em 2008 para 10,6% no fim de 2019, muito perto da média europeia de 10,2% e da meta estabelecida para 2020 que é de 10%. É uma via que permite aos formandos concluírem o 12º ano ao mesmo tempo que obtêm uma certificação profissional que lhes facilita a integração no mercado de trabalho, podendo também prosseguir estudos, se assim o entenderem. Os indicadores que criamos para medir o resultado do investimento, dizem-nos, por exemplo, que mais de 70% das pessoas que apoiamos encontram-se 6 meses após a finalização do curso integradas no mercado de trabalho ou em prosseguimento de estudos, isto é, no ensino superior. Sendo que a meta mínima definida era de 50%. O mercado de trabalho fica a ganhar porque esta via de ensino é constantemente atualizada para que a oferta formativa esteja adequada às necessidades das empresas e dos empregadores em geral. O apoio do POCH na formação e empregabilidade dos jovens teve, até ao final do 3.º trimestre deste ano, um investimento total elegível de 2 164 M€, dos quais 1 839 M€ são FSE, e beneficiou mais de 260 mil jovens.
A formação dirigida para aumentar a qualificação dos adultos - aprendizagem ao longo da vida - é também apoiada pelo FSE através do PO CH. Investimos na qualificação da população adulta porque é necessária uma atualização constante face à evolução tecnológica a nível global e de que Portugal felizmente não é exceção. A crise pandémica fez sobressair a lacuna de competências digitais da população portuguesa adulta, mas não é só isso. É necessário promover uma política de aprendizagem contínua ao longo da vida. As pessoas precisam de adquirir novas competências e de atualizar as que já possuem no decorrer de toda a vida e é esse o objetivo dos apoios do PO nessa área. Só assim poderemos ter uma população ativa capaz de acompanhar as transições em curso e outras que aí virão. Desde o início de 2014 até 30 de setembro deste ano, o PO CH já apoiou 264 163 adultos participantes em processos de (re)qualificação. O investimento total elegível aprovado é de 578 M€, sendo o investimento FSE de 491 M€.
Estamos portanto a falar de um investimento que resultará previsivelmente no final do Programa no aumento de qualificação e de competências junto de mais de 500 000 pessoas em plena idade ativa, o que significa investir no crescimento económico e social, num futuro com menos desigualdades, mais inclusivo e mais coeso.

2. Os desafios lançados pela covid-19 e pela transição digital requerem acima de tudo, inovação e investimento. Ao investir em medidas que promovem a empregabilidade dos jovens e adultos o PO CH está a alavancar a economia com o seu ativo mais precioso, o capital humano. Os empregos estão a mudar, vamos precisar de novas competências, fruto das transformações tecnológicas e das mudanças em curso, o que já vem a acontecer nos últimos anos e que a pandemia acelerou. A formação profissional, integrada nas modalidades de dupla certificação apoiadas pelo PO CH, é uma via de ensino localizada no campo de interação entre a oferta e a procura por competências no mercado de trabalho e poderá dar um contributo fundamental para superar as consequências económicas da pandemia, através do ajuste atempado e concertado da oferta formativa às necessidades dos empregadores. Nesta área, a igualdade de oportunidades é um direito elementar que o PO CH está a ajudar a concretizar através de medidas de apoio à Transição Digital da Educação. A aquisição de portáteis para alunos e docentes das escolas públicas do ensino secundário das regiões Norte, Centro e Alentejo, e para as escolas públicas do ensino básico e secundário localizadas em Lisboa e no Algarve, incluindo modalidades de dupla certificação e a formação em competências digitais para docentes são medidas integradas no âmbito da reprogramação do PO CH que viabilizou 115 M€ para pôr em marcha a implementação da primeira fase destas ações. A iniciativa da Comissão Europeia (CE) de resposta à pandemia covid-19 - CRII e CRII+, articulada com o Programa de Estabilização Económica e Social (PEES) e com o Plano para a Transição Digital da Educação (PTDE), asseguraram o dinheiro do Fundo Social Europeu. A dotação FSE do PO CH cresceu em 100 M€ e os restantes 15 M€ foram transferidos de outras áreas apoiadas pelo programa. Com esta medida, pretendemos o acesso generalizado dos jovens do ensino básico e secundário aos equipamentos e ferramentas digitais, assegurando uma educação mais inclusiva para todos e que ao mesmo tempo resulte no desenvolvimento de competências digitais, imprescindíveis aos empregos do presente e do futuro.
O recurso ao teletrabalho veio também pôr a descoberto muitas fragilidades da população em idade adulta, no que diz respeito às competências digitais. É necessário que os adultos adquiram ou fortaleçam essas e outras competências. Também aqui o PO CH, através do financiamento do FSE, tem uma importante missão no apoio à aprendizagem ao longo da vida. A formação contínua da população ativa vai passar a ser mais do que uma necessidade, será um direito de todos, para que todos tenham acesso a melhores oportunidades de trabalho e de vida, o que trará mais igualdade, mais inclusão e mais coesão.
A qualificação e requalificação da população é fundamental para a criação de uma força de trabalho dinâmica, pronta para responder aos desafios económicos e sociais que se avizinham. Este é o ponto de partida para a retoma portuguesa, europeia e mundial.

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