OCDE

OCDE aconselha Irlanda a cortar salários dos funcionários públicos

Um alto responsável da Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento disse esta sexta-feira que a Irlanda deve considerar o corte de salários no sector público, como reflexo do que acontece no sector privado, mesmo que isso signifique quebrar o acordo com os sindicatos.

O governo irlandês prometeu não voltar a cortar nos salários do sector público e evitar forçar despedimentos se os sindicatos concordassem com demissões voluntárias e mais horas de trabalho. O compromisso tinha sido assumido no acordo de “Croke Park” e permitiu evitar agitação social.

Mas os crescentes efeitos da austeridade e os cortes em áreas sensíveis como os serviços de saúde gratuitos para os mais pobres estão a aumentar a pressão para que o governo reconsidere a sua decisão de não tocar nos salários do sector público.

“Penso que o nosso conselho será que numa altura em que os salários do sector privado são ajustados rapidamente seria prudente também filtrar os salários e as condições de trabalho no sector público”, disse aos jornalistas John Martin, director de Emprego, Trabalho e Assuntos Sociais da OCDE.

“Se o acordo restringe a possibilidade do governo fazer determinadas mudanças nesse sentido, penso que deveria haver maior flexibilidade”, disse Martin, citado pela agência Reuters.

O acordo de Croke Park foi amplamente referido como o motivo para a Irlanda não ter vivido a agitação social que se assistiu na Grécia deste que aceitou a ajuda da UE e do FMI. Mas os sindicatos avisam que podem entrar em greve se o acordo for quebrado.

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