OCDE: Portugal é o terceiro país com rendimentos mais desiguais

Portugal está no grupo de países com maiores desigualdades em termos de rendimento disponível das famílias, sendo o terceiro com maior desigualdade em rendimento de trabalhadores a tempo inteiro, diz a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.

No relatório ‘Going for Growth’ hoje publicado, a OCDE junta Portugal ao Chile, Israel, México, Turquia e Estados Unidos no grupo dos países com maiores desigualdades em termos de rendimento disponível das famílias, indicando que nestes países existe uma elevada concentração de rendimentos de trabalho, capital e trabalho independente, e que nestes países a taxa de pobreza é elevada.

A OCDE explica que foram testados vários cenários alternativos mas que os países incluídos nos grupos onde se detetam maiores desigualdades manteve-se estável, indicando um fosso maior para os restantes.

Portugal é incluído ainda no grupo dos três países com maiores desigualdades em termos de dispersão de rendimentos, juntamente com o Chile e os Estados Unidos.

Os dados relativos a 2008 foram compilados no índice Gini da OCDE e indicam de zero a um (sendo zero o mais equilibrado e um o mais desigual) as posições dos países em termos de desigualdade.

Neste contexto, a posição de Portugal varia consoante o grupo da população considerado. Em termos de desigualdades nos rendimentos dos trabalhadores a tempo inteiro, Portugal surge como o terceiro país com maiores desigualdades, com os Estados Unidos a liderarem o fundo da tabela, seguido do Chile. Considerando o grupo de trabalhadores a tempo inteiro e a tempo parcial, Portugal apresenta-se com o quarto pior resultado e quando é considerada a totalidade da população em idade de trabalho surge na quinta pior posição.

Os países nórdicos surgem mais uma vez no grupo dos países onde existe maior igualdade na distribuição dos rendimentos. Dinamarca, Islândia, Noruega, Suécia e Suíça constituem o grupo de países com menores desigualdades no rendimento disponível das famílias.

A OCDE considera que nestes países existe uma elevada taxa de emprego e uma menor dispersão em termos de salários, que as transferências em espécie tendem a ser universais e que os impostos são altamente progressivos.

Este exercício considera a população trabalhadora entre os 15 e os 64 anos, com exceção dos estudantes e as pessoas acima da idade legal de reforma em cada país.

Segundo a OCDE, para calcular estas desigualdades são considerados quatro factores: a dispersão dos rendimentos por hora entre aqueles que trabalham a tempo inteiro; os que trabalham a tempo parcial; a taxa de não empregados; a formação do agregado familiar.

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