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OCDE: Portugal foi dos que mais baixou impostos sobre salários

Foto: REUTERS/Rafael Marchante
Foto: REUTERS/Rafael Marchante Pessoas, Rossio, Lisboa, Portugal

Português médio leva para casa quase 60% do custo total para a empresa. O resto é absorvido em impostos e contribuições para a segurança social.

Portugal foi um dos 12 países da OCDE que baixaram os impostos sobre o rendimento do trabalho de 2017 para 2018. De acordo com o relatório “Taxing Wages 2018” da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE), a redução foi de 0,69 pontos percentuais. No ano passado tinha sido registada uma diminuição de 0,22 pontos. A redução foi superior à média da OCDE que se ficou em 0,16 pontos.

Fonte: OCDE

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Apesar de a redução ter sido uma das cinco maiores entre os Estados-membros, o país apresenta ainda a 14ª carga fiscal mais elevada em relação ao fator trabalho entre os 36 países analisados. Significa que 40,7% dos custos dos empregadores com os salários vão para impostos e quotizações para a Segurança Social.

Fonte: OCDE

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De acordo com a organização sedeada em Paris esta quebra deveu-se a uma diminuição das taxas de imposto que pode estar relacionada com o fim da sobretaxa do IRS em 2018 para os rendimentos mais altos e também com o desdobramento dos escalões, aumentando a progressividade do imposto. A taxa de descontos para a Segurança Social manteve-se nos 11%, portanto, a única explicação vem do lado do IRS.

Compare com outros países da OCDE por perfil de rendimento e dimensão do agregado familiar:


Quanto leva um português médio para casa?

Os cálculos efetuados pela OCDE têm em conta a proporção dos impostos pagos por um trabalhador médio (solteiro e sem filhos com um salário equivalente a 100% do salário médio) e os custos totais que representa para o empregador. É uma forma de perceber o incentivo (ou desincentivo) ao trabalho e a fazer horas extraordinárias consoante os impostos a pagar. Além do perfil de rendimento, este indicador tem ainda em conta a dimensão do agregado.

Fonte: OCDE

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De acordo com os dados divulgados esta quinta-feira, 11 de abril, um português médio leva para casa 59,3% do salário bruto. A fatia tem vindo a aumentar ao longo dos anos. Por exemplo, em 2016 o mesmo tipo de trabalhador levava para casa 58,5% do vencimento bruto.

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