Octávio Oliveira: Maior cooperação entre IEFP e serviços privados de emprego

O secretário de Estado do Emprego, Octávio Oliveira, reconheceu hoje a importância do trabalho temporário, referindo que "num muito curto prazo" espera que haja uma maior cooperação entre o IEFP e os serviços privados de Emprego.

“Julgo que, no muito curto prazo, será possível através do serviço público de emprego português criar-se uma maior cooperação com os serviços privados de emprego”, disse Octávio Oliveira, que falava durante a apresentação do sexto Relatório do Provedor da Ética Empresarial e do Trabalhador Temporário.

Para o governante, tal não significa que as responsabilidades do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) não se mantenham, mas Octávio Oliveira considera que podem ser criadas “plataformas de colaboração” com os serviços privados de emprego, à semelhança do que já acontece noutros países da Europa.

Durante a sua intervenção, Octávio Oliveira lembrou, a propósito, que em 2013 o IEFP disponibilizou 15.500 ofertas de emprego de trabalho temporário (numa subida face as 12 mil disponibilizadas em 2012), tendo sido colocadas 10.700 pessoas (contra as 8.000 de 2012), o que significou um crescimento das ofertas de emprego de 28% e das colocações em 33%.

Leia também: Provedor do Trabalhador Temporário recebe 102 pedidos em 2013

De acordo com o relatório de 2013 que o Provedor da Ética Empresarial e do Trabalhador Temporário (PEETT), o salário médio anual auferido pelos trabalhadores temporários era de 589,73 euros em 2012.

Cerca de 43,3% dos trabalhadores temporários auferiram em 2012 salários entre os 485 euros e os 600 euros.

Em 2012, segundo dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) citados pelo PEETT, 32% dos trabalhadores temporários auferiu o salário mínimo nacional (485 euros) e 13,1% recebeu vencimentos mensais entre os 600 e os 750 euros.

De acordo com o documento, valores superiores a 1.000 euros são escassos no universo do trabalho temporário e abrangem apenas 3,2% trabalhadores.

O relatório salienta ainda que existem diferenças salariais no setor em função do género e da idade: as mulheres recebem em média menos 33 euros do que os homens e os jovens recebem em média menos 37 euros do que os adultos.

O Provedor do Trabalhador Temporário (PEETT), Vitalino Canas, recebeu 102 novos pedidos de trabalhadores em 2013, 27 dos quais sob a forma de queixa contra empresas do setor.

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