OE2019

OE 2019: Conselho das Finanças Públicas tem “reservas”

Teodora Cardoso, presidente do Conselho das Finanças Públicas. Fotografia: INÁCIO ROSA/LUSA
Teodora Cardoso, presidente do Conselho das Finanças Públicas. Fotografia: INÁCIO ROSA/LUSA

Instituição liderada por Teodora Cardoso refere que o cenário macro "não pode ser considerado o mais provável ou um mais prudente".

O Conselho das Finanças Públicas (CFP) manifesta reservas sobre as previsões macroeconómicas traçadas pelo Governo para o Orçamento do Estado para 2019 (OE 2019). “Em resultado da análise efetuada, o Conselho das Finanças Públicas endossa, ainda que com reservas, as previsões macroeconómicas subjacentes à Proposta de Orçamento do Estado para 2019”, lê-se no parecer a que o Dinheiro Vivo teve acesso.

A justificar estas dúvidas, o CFP refere que apesar de as projeções para 2019 estarem “enquadradas dentro dos limites de previsões prováveis, contemplam riscos descendentes acrescidos para o crescimento da economia, que são oriundos em particular da previsão da FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo)”. Ou seja, a instituição liderada por Teodora Cardoso tem dúvidas sobre a previsão do investimento inscrita no cenário macroeconómico sobre o qual assenta o Orçamento para o próximo ano.

No documento, que será anexado à Proposta de Lei do Orçamento, o CFP refere que “o cenário macroeconómico subjacente não pode ser considerado como o cenário mais provável ou um cenário mais prudente.”

O Conselho das Finanças Públicas sublinha que as reservas “devem-se essencialmente à falta de informação complementar solicitada e não fornecida atempadamente ao CFP.”

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