dívida pública

OE2017: Portugal não tenciona renegociar a sua dívida

Portugal vai gastar 4,5% do PIB em juros em 2017, o valor mais elevado de toda a zona euro e factor decisivo em puxar contas públicas para défice

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, garantiu hoje no parlamento que Portugal “não tenciona renegociar a sua dívida” e que não vai pedir aos credores um corte no ‘stock’ da dívida.

“Portugal não tenciona renegociar a sua dívida, no sentido de pedir aos seus credores uma lógica qualquer de um corte do ‘stock’ da dívida devida. Portugal não tenciona suscitar por si qualquer processo de reestruturação sistémica da dívida”, afirmou o ministro.

Santos Silva falava numa audição conjunta das comissões parlamentares de Assuntos Europeus e de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, a propósito da proposta do Orçamento do Estado para 2017, e respondia a uma questão do CDS-PP.

A posição do ministro surge depois de Jeroen Dijsselbloem, do Eurogrupo, ter ontem recusado qualquer margem para renegociar os juros pagos pelos contribuintes portugueses pela dívida pública, apesar de estes serem os mais pesados de toda a zona euro.

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