OE2017

OE/2017 terá aumento de verbas para ação social escolar e investigação

O governante disse que pretende transformar o ensino politécnico em Portugal "num ensino de referência em toda a Europa"

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor assumiu na sexta-feira à noite que o orçamento do ministério para 2017 será de “crescimento”, pelo aumento das verbas para a ação social escolar e investigação.

O governante, que participou no debate de arranque do Fórum da Associação Académica de Coimbra, em Penacova, disse que o orçamento do ensino superior deverá crescer quatro por cento no próximo ano, depois de “2016 ter sido um ano de mudança e de restabelecimento da confiança”.

“Estando restabelecida a confiança, o próximo orçamento tem de ser de crescimento do ensino superior, que se dá em duas linhas e que vem continuar o trajeto que está sempre além dos nossos objetivos, mas que já foi conseguido em 2016, sobretudo pelo aumento da ação social escolar, de forma a que se possa aumentar o apoio aos estudantes e às famílias mais carenciadas e ao esforço no conhecimento”, salientou Manuel Heitor.

Num debate que decorreu numa praça ao ar livre, com a participação de cerca de meia centena de dirigentes associativos, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior disse que o reforço do orçamento vai servir também para repor a massa salarial, consagrada já em parte neste ano, mas só na totalidade em 2017″.

No âmbito do “esforço” de alargar a ação social escolar, o governante disse que a tutela pretende retomar “a ideia de apoiar o ensino superior nas zonas de menor densidade populacional, mas num quadro totalmente daquilo que foi feito, sobretudo, mais uma vez, vocacionado apenas para as famílias mais carenciadas”.

Manuel Heitor adiantou ainda que, ao nível da ação social escolar, uma “das principais obrigações do ministério será reduzir o tempo de resposta dos serviços”.

“Sabemos que é um processo complexo, que tem várias fases institucionais, mas que obviamente faz parte de um projeto geral de desburocratização do Estado e será também um linha importante para o orçamento de 2017”, referiu.

Em resposta a uma aluna de medicina, sobre a qualidade do ensino nessa área devido ao número atual de vagas, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior voltou a manifestar-se contra a redução do ‘numerus clausus’, revelando que tem recebido muitas mensagens de associações de estudantes a solicitar essa pretensão.

Segundo Manuel Heitor, o reforço da qualidade de ensino é uma preocupação do ministério, pelo que o orçamento do próximo ano irá também “consagrar o esforço de aproximação entre o ensino superior, a investigação e o ministério da Saúde, que tem sido uma das nossas principais prioridades”.

O governante disse que pretende transformar o ensino politécnico em Portugal “num ensino de referência em toda a Europa”, estimulando a atividade de investigação baseada na prática profissional.

“O ensino politécnico cada vez mais tem uma orientação profissional, que o diferencia do ensino universitário, e por isso tem de associar uma prática de investigação baseada no melhoramento das profissões”, disse o ministro do Ensino Superior.

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